Ibedec pede flexibilização do uso do FGTS para compra da casa própria

Recursos devem ser sacados mesmo que o trabalhador não compre o imóvel em financiamento

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SÃO PAULO – No mesmo dia em que foi publicada no Diário Oficial a sanção presidencial da lei que permite aos trabalhadores aplicarem 10% de seu saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), José Geraldo Tardin, afirmou que devem ser feitas flexibilizações na utilização do fundo, com o intuito de garantir a compra de imóveis.

Em discurso realizado no “II Seminário Excelência do FGTS – Uso em Moradia Própria”, realizado na última quinta-feira (21) em Brasília (DF), Tardin afirmou que os beneficiários do FGTS têm diversas restrições para utilização do próprio dinheiro. Por outro lado, o governo utiliza os recursos desse fundo para financiar projetos cujas conquistas serão atribuídas a si.

Trabalhador x governo

O trabalhador tem direito a utilizar seu fundo de garantia quando fica desempregado e, também, quando compra um imóvel financiado pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Por outro lado, o dinheiro disponível pode ser usado pelo governo para obras de saneamento básico, capitalização de empresas como a Petrobras e, mais recentemente, outros investimentos em infra-estrutura.

“Podemos afirmar que é do trabalhador, mas o direito de propriedade do trabalhador sobre o FGTS é limitado aos interesses governamentais, definidos muito mais por critérios políticos do que técnicos”, afirmou o presidente do Ibedec.

Direitos adicionais

Na avaliação de Tardin, uma garantia extra aos trabalhadores poderia ser sacar o dinheiro para compra da casa, mesmo que o pagamento fosse feito à vista. Além disso, o presidente do Ibedec considera necessário ter os seguintes direitos adicionais:

*(diferença entre a taxa que o banco cobra ao emprestar os recursos ao cliente e a taxa que ele paga ao adquirir o dinheiro)