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SÃO PAULO – O hidrogênio aparece como alternativa de combustível limpo para a frota de veículos existentes no mundo. A tese de doutorado do pesquisador da Unicamp, Paulo Ferreira, discute questões relacionadas ao uso energético do hidrogênio, como seu possível preço, além da infra-estrutura necessária para sua implantação.
O custo do quilômetro rodado com o gás resulta cerca de 11,4% maior do que o da gasolina. Outro entrave estaria no preço do veículo, em torno de US$ 100 mil, mas com expectativa de redução de metade do valor em curto período de tempo.
Entretanto, Ferreira considera que a ampliação do prazo de retorno do investimento, através de financiamentos mais longos, e a diminuição da tarifa de energia destinada à produção do combustível, possam tornar o hidrogênio competitivo com os demais combustíveis.
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Hidrogênio como combustível
Aliás, o gás seria obtido da água e de diferentes biomassas que, ao reagir com o gratuito oxigênio do ar, em um dispositivo chamado célula a combustível, retorna à atmosfera em forma de água e libera uma corrente elétrica capaz de acionar um silencioso motor elétrico.
A cidade de São Paulo, por exemplo, apresenta a maior concentração de veículos e maiores problemas ambientais, beneficiando-se, conseqüentemente, com a utilização desse combustível limpo.
Desafio na igualdade de preços
O trabalho ainda projeta para o ano de 2020 a produção de hidrogênio em estações de abastecimento para o suprimento de uma frota hipotética de veículos leves, carros de passeio e caminhonetes para transporte de pequenas cargas, utilizando células a combustível.
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Segundo o professor e orientador da tese, Ennio Peres da Silva, nos últimos dez anos, a indústria automobilística vem investindo grandes recursos no desenvolvimento de veículos movidos a hidrogênio, o que a levou a automóveis compatíveis com os convencionais em termos de desempenho e dirigibilidade.
No entanto, Peres ressalva que há necessidade de uma drástica redução nos custos desses veículos que, em uma fase inicial de produção, dependerão de fortes subsídios governamentais, advindos de uma renúncia fiscal, até que a produção em escala e o amadurecimento tecnológico permitam a fabricação a custos compatíveis com os dos veículos convencionais.