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SÃO PAULO – Com a ajuda da tecnologia, hackers não só podem invadir ou proteger contas de e-mail, cartões de crédito e outras ações digitais, como agora eles podem invadir sistemas de segurança de residências, controlar carros ou, em casos extremos, matar pessoas que usem aparelhos médicos implantados, de acordo com uma publicação no The New York Times.
Segundo o pesquisador de segurança do Twiter, Charlie Miller, hoje há diversas formas dos hackers conduzirem ataques remotos em carros, através do Bluetooth, sensores remotos nos pneus e unidades de telemetria. “Mas os carros conectados à internet, as coisas ficam mais fáceis para os atacantes”, disse ao NYT.
Miller e Chris Valasek, diretor de informações de segurança na IOActive, empresa de pesquisas sobre segurança, demonstraram durante uma conferência em Las Vegas como os hackers conseguem desativar o controle do motorista e passageiros do veículo e conduzi-lo remotamente com um simples clique em seu computador.
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Os testes foram realizados em carros híbridos, mas os pesquisadores alertam que dezenas de outros modelos modernos comercializados poderiam também estar suscetíveis aos ataques remotos. Normalmente, os carros modernos têm de 10 a 40 pequenos computadores em seus sistemas.
Segundo a publicação, o maior medo está no futuro, quando carros se tornarem totalmente automatizados, com sistemas que controlem até a direção das rodas para o motorista.
Além dos carros
O NYT ainda aponta que os hackers também têm outros alvos à vista. Os pesquisadores alertaram que as residências com segurança de alta tecnologia são mais vulneráveis que os carros, em relação à invasão. “Ao menos se ladrões trocarem seus pés-de-cabra e alavancas por laptops e sistemas de rastreamento por wi-fi”, ressalta a publicação.
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Dispositivos como o Lockitron, uma fechadura para casas que funciona por wi-fi e pode ser aberta por um smartphone, poderia ser o primeiro alvo de ladrões tecnicamente qualificados.
Os hackers também poderiam transformar televisões e webcams contra seus usuários, monitorando o que eles fazem e dizem. Até lâmpadas de última geração que estão conectadas à web podem ser controladas remotamente. O mesmo acontece com geladeiras digitais ou qualquer outro eletrodoméstico com sistemas similares.
Se estas previsões de especialistas já assustam os amantes de tecnologia, outra causará ainda mais comoção. Algumas pesquisas mostram que os hackers, em um futuro não tão distante, poderão atacar aparelhos médicos implantados causando, se desejar, a morte de pessoas.
Barnaby Jack, hacker conhecido por ter invadido um sistema de caixa eletrônico e tirar dinheiro sem cartão, iria demonstrar no evento BackHat como é possível invadir aparatos médicos no corpo humano, como um marcapasso, para matar alguém. Mas, segundo aponta o NYT, Jack morreu pouco antes de sua apresentação, de causas ainda não esclarecidas. Ele era reconhecido como “hacker ético” e esperava mostrar o ataque como alerta de fabricantes dos dispositivos.
Por fim à tecnologia?
Com tantas pesquisas sobre os ataques de hackers, a publicação lembra que muitas delas são mais teóricas do que práticas, não representando risco real para se preocupar atualmente.