Habitação e alimentos respondem pela queda de preços para baixa renda

Índice verificado pelo Dieese afetou de forma mais intensa o orçamento das famílias com renda média de R$ 377,49

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SÃO PAULO – Pelo segundo mês consecutivo as famílias de menor poder aquisitivo foram as principais beneficiadas pela deflação de 0,17% medida pelo Índice de Custo de Vida (ICV) no município de São Paulo em julho.

Divulgada nesta quinta-feira (04), a pesquisa mensal realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), revela retração do indicador para as pessoas inseridas no estrato 1, o terço das famílias mais pobres, com renda mensal média de R$ 377,49. A deflação para este grupo ficou em -0,45% sobre junho.

Baixa renda sentiu mais no bolso

A maior intensidade da variação se deve porque o orçamento desta classe social foi afetado tanto pela queda de preços verificada na habitação (-0,40%), quanto pelo barateamento dos alimentos (-0,68%) no ICV geral, itens com maior peso no bolso destas famílias. As respectivas contribuições dos grupos foram de 0,42 ponto percentual e 0,28 ponto sobre o indicador do extrato 1.

Ainda de acordo com a pesquisa, o mesmo comportamento deflacionário foi notado no ICV das famílias pertencentes aos estratos 2 (-0,36%) e 3 (-0,03%) de renda. Vale dizer que o estrato 2 é o segmento que contempla as famílias com ganhos médios de R$ 934,17; e o 3, com renda média maior que R$ 2.792,90.

As famílias do grupo 3 não sentiram o efeito da deflação de forma significativa. Por sua vez, as pessoas incluídas no extrato 2 de renda foram beneficiadas, principalmente, pelo recuo da alimentação, que representou -0,24 ppt de seu indicador.

Outro destaque da pesquisa se refere ao grupo transportes, que mostra ajuste no custo do tranporte coletivo. Assim, os impactos por estrato ficaram da seguinte forma: 1 (0,16 ppt), 2 (-0,01 ppt) e 3 (-0,06 ppt).