“Gus”: fóssil de T-Rex pode ser vendido por até US$ 30 milhões em leilão da Sotheby’s

Esqueleto é um dos mais completos já encontrados e pode se aproximar do recorde para dinossauros em leilões

Equipe InfoMoney

Divulgação/Christie's
Divulgação/Christie's

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A Sotheby’s vai levar a leilão, em julho, um dos fósseis de Tyrannosaurus rex mais completos já encontrados, com estimativa de venda entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões.

O esqueleto, apelidado de “Gus”, foi descoberto em uma fazenda em Dakota do Sul, nos Estados Unidos, e tem mais de 63% de sua estrutura original preservada, um grau de integridade raro mesmo para padrões de museus.

Segundo a Sotheby’s, o T. rex “Gus” passou por um processo de escavação e montagem de seis anos, descrito pelo paleontólogo Thomas Heitkamp como “o quebra-cabeça mais difícil do mundo”, dado que os ossos ficaram separados por cerca de 67 milhões de anos.

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O destaque é o crânio, com mais de 82% dos ossos preservados e marcas de mordida, sugerindo que o animal sobreviveu a confrontos ainda não explicados pelos especialistas.

O recorde para um conjunto de ossos de dinossauro em leilão é do estegossauro “Apex”, vendido pela própria Sotheby’s há dois anos por US$ 44,6 milhões e hoje em empréstimo de longo prazo para o Museu Americano de História Natural, em Nova York.

No segmento específico de T. rex, o recorde é de US$ 31,8 milhões, obtido pelo esqueleto “Stan” em um leilão da Christie’s em 2020.

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Segundo Cassandra Hatton, chefe de Ciência & História Natural da Sotheby’s, “Gus” é resultado de anos de escavação em condições de campo desafiadoras e de estudo detalhado.

Ela descreve o T-Rex como “a espécie pré-histórica mais icônica do registro fóssil” e afirma que o exemplar “figura entre os melhores já encontrados”.

“Gus” será a estrela da chamada Geek Week, série de três leilões anuais de temas científicos organizada pela Sotheby’s em Nova York, que já levou a mercado itens como artefatos espaciais do astronauta Buzz Aldrin.

O T. rex será exibido ao público na sede da casa, em Nova York, entre 1º e 14 de julho de 2026, antes de ir ao pregão.