Guia de ética robótica dá as diretrizes para boa convivência com humanos

Segundo documento da Euron, devem ser observados segurança, proteção, privacidade, rastreamento e identificação

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SÃO PAULO – À medida que o convívio entre robôs e humanos se torna mais comum, com andróides ocupando cargos de recepcionistas, agentes de segurança e babás, cientistas sentiram a necessidade de atualizar os conceitos de ética robótica.

A última vez em que foram traçadas diretrizes nesse sentido foi há mais de 40 anos, quando Isaac Asimov definiu as três leis básicas da área: robôs não podem causar mal aos homens nem se omitir quando um de nós estiver em perigo, devem obedecer aos comandos humanos e proteger sua própria integridade física, desde que a prática das duas últimas não contrariem a primeira.

Atualizações

Membros da rede de Pesquisa Robótica Européia (Euron) agora aumentaram a abrangência da vigilância e listaram em um guia cinco aspectos que devem ser observados e regulamentados para o desenvolvimento de novas máquinas: segurança, proteção, privacidade e possibilidade de rastreamento e identificação.

A idéia é tentar garantir que a convivência entre robôs e humanos seja pacífica e benéfica. No entanto, a Euron se mostrou um tanto preocupada no caso de essa relação se tornar, por assim dizer, amigável demais: o guia alerta também para os relacionamentos amorosos e sexuais entre as partes, o que já deverá se tornar um sério problema dentro de cinco anos.