Grandes instituições mantêm preços de tarifas inalterados

Entre maio e agosto, 75% dos maiores bancos não reajustaram suas tarifas, enquanto 25% reduziram ao menos uma delas no período

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SÃO PAULO – A maioria das grandes instituições financeiras manteve inalterados os preços de suas tarifas nos últimos três meses. Entre 1º de maio e 1º de agosto, 75% dos maiores bancos não reajustaram suas tarifas, enquanto 25% reduziram ao menos uma delas no período. O custo médio do pacote de serviços padronizados apresentou uma redução de 46,61%.

No entanto, considerando o preço médio das tarifas cobradas em todo o sistema financeiro nacional, de um total de 31 tarifas existentes, 27 tiveram redução dos preços e quatro foram aumentadas no período. Os resultados fazem parte de uma pesquisa realizada pelo portal Vida Econômica, divulgada nesta terça-feira (26).

De acordo com a análise do portal, na medida em que a maioria das grandes instituições financeiras mantiveram inalterados no período o valor de suas tarifas e o dos pacotes padronizados, as reduções na média podem ser atribuídas à queda nos preços provocados por instituições menores.

Valores médios

No sistema financeiro nacional, o maior aumento médio de tarifas foi o do cheque de transferência bancária, que entre 1º de maio e 1º de agosto aumentou 61,14%, passando de R$ 4,22 para R$ 4,80. Em seguida vem o valor da contra-ordem e oposição ao pagamento do cheque, passando de R$ 11,13 para R$ 16,19 (45,46%). A maior tarifa média em 1º de agosto foi a da confecção do cadastro para início de relacionamento, custando R$ 51,68.

A maior queda de preço médio observada no período em questão foi a da tarifa sobre o cheque visado, que passou de R$ 45,31 para R$ 13,53, diminuindo 70,14%. A transferência entre contas da própria instituição baixou 63,53%, de R$ 3,40 para R$ 1,24. A menor tarifa média no primeiro dia de agosto foi a de extrato mensal de conta de depósito (R$ 1,10).

Valores máximos

Considerando os valores máximos das tarifas no sistema financeiro nacional, a mais cara é a de concessão de adiantamento a depositante, que em 1º de agosto chegou a R$ 10.000. A mais barata atinge o valor de R$ 15,00, nos itens saque de conta de depósito à vista e de poupança-saque correspondente.

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Considerando o último levantamento realizado após as mudanças das novas regras para as tarifas bancárias (01/05/2008), na comparação com este novo levantamento (01/08/2008), tem-se:

Reajustes fora da regra

Desde o dia 30 de abril de 2008 estão em vigor as disposições estabelecidas pela Resolução 3518, segundo as quais, por um período de seis meses a contar desta data, as tarifas bancárias não poderiam ser reajustadas.