Grandes descontos levam consumidores às mega-promoções do varejo

Propensão em gastar faz com que muitos consumidores não ponderem as vantagens e desvantagens das promoções

SÃO PAULO – As ofertas atrativas que ilustram os folhetos dos grandes varejistas brasileiros não devem ultrapassar os primeiros dias de fevereiro. Ao contrário do ocorrido em 2009, quando pilhas de produtos abarrotavam os estoques das lojas, o consumidor, este ano, terá de correr para aproveitar as promoções.

O motivo é óbvio: descontos de até 80% nos preços dos produtos à venda, direcionados a todos os tipos de consumidores – os que guardaram alguma quantia do 13º salário ou aqueles que procuram algo novo.

“As lojas querem se livrar dos estoques, por isso, procuram todos os tipos de compradores. Além disso, elas oferecem descontos para as compras à vista”, afirma o economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Emílio Alfieri.

Atenção!
A propensão em gastar faz com que muitos consumidores não ponderem as vantagens e desvantagens das mega-promoções. De acordo com Alfieri, quem tem condições de realizar compras no ato, deve, principalmente, pechinchar descontos no valor da aquisição. “Como a compra será feita à vista, o consumidor tem o direito de negociar o preço”, diz o economista.

Essa modalidade, explica Alfieri, faz com que o consumidor não tenha de se comprometer, todo mês, com parcelas de pagamento do produto adquirido junto ao varejista.

Já a opção de parcelamento significa, nas entrelinhas, fidelizar o consumidor por meses, a fim de levá-lo por um bom tempo à loja ou demonstrar mais opções na forma de pagamento que o varejista pode oferecer.

A hora da comprar
Outro ponto citado pelo economista diz respeito à qualidade do produto encontrado nas prateleiras das lojas. Segundo ele, o consumidor deve olhar cada detalhe do que for comprar, para não ser surpreendido com algo quebrado ou em péssimo estado.

“Avalie tudo o que for comprar, e discuta com o vendedor a forma de pagamento e garantia. Em situações de liquidações, como temos visto, muitos lojistas tentam empurrar qualquer coisa para o consumidor”, conclui o economista.