Governo tem meta de triplicar acesso à banda larga em quatro anos

Ideia é levar conexão para mais 23 milhões de domicílios, de forma a assegurar que 35 milhões de residências usem a rede

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SÃO PAULO – O governo brasileiro definiu como meta levar o acesso à banda larga para mais 23 milhões de domicílios em quatro anos, de forma a assegurar que 35 milhões de residências, quase o triplo dos atuais 12 milhões, se conectem à internet com velocidade rápida.

A proposta foi apresentada na sexta-feira (20), pelo coordenador do Programa de Inclusão Digital, Cezar Alvarez, aos membros do Coinfra (Conselho de Infraestrutura) da Fiesp.

“É fato que a banda larga no País cresceu muito nos últimos anos, mas não acompanhou o desenvolvimento internacional. No Brasil, ela ainda é cara, lenta e concentrada”, afirmou Alvarez, conforme publicado pela Agência Indusnet.

No Brasil, o gasto com banda larga na renda mensal per capita representa 4,5%, enquanto que na Rússia, por exemplo, esse mesmo percentual é de 1,68%, e nos países desenvolvidos, de 0,5%. “Isso significa que aqui a banda larga é cinco vezes mais cara que no Japão, 2,7 vezes mais cara que na Rússia e 2,5 vezes mais cara que no México”, observou o coordenador.

Planos
Uma das plataformas de auxilio para o avanço tecnológico no País se dá pelo Plano Nacional de Banda Larga, que, segundo Alvarez, tem como objetivos massificar o acesso, desconcentrar a renda, promover oportunidades e incorporar cidadãos excluídos digitalmente. “Os fundamentos do plano são: maior cobertura, mais velocidade e menor preço”, disse.

As empresas que aderirem ao plano terão incentivos fiscais e financeiros, como desoneração do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações), financiamento para micro, pequenas e médias empresas e financiamento para cidades digitais.

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Ainda assim, existem estratégias do plano como abrir mão de receitas para dar acesso aos cidadãos e usar o poder de compra governamental para fomentar tecnologia.

Caminhos
Na avaliação do presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, o governo deve ter participação atuante e reguladora no processo de expansão tecnológica.

“A presença do Estado é necessária quando não há vontade e eficiência do setor produtivo privado. Do ponto de vista estratégico, é importante que o governo seja forte na regulamentação e na cobrança”, afirmou.

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Segundo o presidente do Coinfra, Fernando Xavier, as grandes potências mundiais tratam o acesso à banda larga como assunto sério e estratégico. “Precisamos descobrir qual caminho leva a uma maior eficiência e que traga maior benefício à sociedade”, concluiu.