Governo suspende fabricante de Coca-cola no Ceará por possível presença de etanol

"Se tiver etanol alimentício, vai virar uma cuba libre", afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em tom de brincadeira

Paulo Barros Agências de notícias

 Latas de Coca-Cola são exibidas à venda em uma prateleira de supermercado em Perros-Guirec, França, em 18 de abril de 2025. REUTERS/Benoit Tessier/Foto de Arquivo
Latas de Coca-Cola são exibidas à venda em uma prateleira de supermercado em Perros-Guirec, França, em 18 de abril de 2025. REUTERS/Benoit Tessier/Foto de Arquivo

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A empresa Solar, uma fabricante do Sistema Coca-Cola no Brasil, teve a produção suspensa no Ceará, de acordo com informação do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, nesta quarta-feira (4).

Segundo ele, foi detectada uma possível falha na produção, e o governo decidiu suspender a fabricação.

A medida preventiva teve como objetivo averiguar vazamento no sistema de resfriamento da linha de produção. Etanol alimentício é utilizado neste processo.

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Ele acrescentou que estão sendo feitas análises sobre a presença de etanol alimentício no produto, mas não há riscos para a população. Questionado, o ministro disse que o refrigerante não poderia ser vendido com a presença de etanol.

“Se tiver etanol alimentício, vai virar uma cuba libre”, afirmou a jornalistas, em tom de brincadeira.

A fala aconteceu ao final de uma conferência de imprensa para comentar sobre avanços do país no combate à gripe aviária.

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Procurada, a Solar não comentou o assunto imediatamente. A empresa afirma em seu site ser a segunda maior fabricante do Sistema Coca-cola no Brasil.

De acordo uma nota do ministério, uma equipe de fiscalização constatou “contato entre produtos em elaboração”.

Conforme o ministério, até o momento não há confirmação de contaminação dos produtos, mas por precaução aproximadamente 9 milhões de litros aguardam análise laboratorial.

Os resultados são esperados em cinco dias, segundo o ministro.

A suspensão das atividades da empresa será mantida até que sejam concluídas as correções necessárias, segundo o ministério, comprovando a eliminação de qualquer risco à segurança no processo.

Outro lado

Em nota enviada após a publicação, a Solar confirmou a interrupção temporária das operações, “realizada preventivamente”, enquanto conduz “testes rigorosos para comprovar a total segurança” dos produtos.

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“Estamos empenhados em retomar as atividades o mais rápido possível. As licenças de funcionamento da unidade permanecem válidas e atuais, com práticas sendo auditadas continuamente, tanto internamente quanto externamente”, afirmou a empresa.

A Solar ainda ressaltou que, apesar da interrupção, seus produtos “são 100% seguros, sem qualquer risco para os consumidores” e que todas as demais operações seguem funcionando normalmente.

(com Reuters)

Paulo Barros

Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)