Publicidade
SÃO PAULO – A facilidade dos motoristas em terem três opções para abastecer o carro – álcool, gasolina e biodiesel – não é algo considerado viável pela indústria automotiva. A afirmação foi dada à Agência Autoinforme pelo gerente de Desenvolvimento de Produtos da Bosch, Fábio Ferreira.
A unidade brasileira da empresa foi a criadora da tecnologia bicombustível aos motores de carros. Os estudos sobre o assunto começaram a ser realizados há 13 anos, em Campinas.
“A queima desse combustível (biodiesel) exige um processo mecânico diferente do motor que nós chamamos de Otto, que pode ser abastecido com gasolina, álcool ou gás natural veicular”, explicou.
Pedido de Lula
A informação é uma resposta, mesmo que involuntária, ao pedido feito na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante solenidade realizada na Transpetro, em Guarulhos (SP), com a participação do presidente norte-americano, George W. Bush.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
“Nossos construtores de ônibus e caminhões que se preparem, porque precisamos avançar nessa questão”, declarou Lula, lembrando que o álcool tornou-se um combustível “seguro e confiável” com o desenvolvimento dos motores bicombustíveis, e o mesmo deve ser feito em relação às novas opções de geração de energia.
Outros combustíveis
A explicação dada sobre o biodiesel é repetida quando o assunto são outros combustíveis renováveis.
“Atualmente existem pesquisas, principalmente na Europa, com o hidrogênio. Com os ajustes necessários, ele pode ser usado em um carro que hoje anda com álcool e gasolina. Porém ele não é viável, do ponto de vista econômico, e sua venda no posto ainda é uma realidade bem distante”, concluiu Ferreira.
Continua depois da publicidade
Vale lembrar que a tecnologia flex entrou na realidade brasileira há quatro anos. Desde então, quase 85% de toda a nova frota vendida tem a tecnologia. Por conta disso, o executivo prevê que o álcool seja, no futuro, o substituto da gasolina.