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SÃO PAULO – O secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, afirmou que estão sendo analisadas parcerias com o Ministério da Educação, visando à inclusão das lan houses no ProInfo (Programa Nacional de Tecnologia Educacional), para utilizá-las na rede pública de ensino e dos cursos técnicos promovidos pelo Sebrae.
Alvarez propôs, segundo a Agência Brasil, a ampliação dos telecentros e a qualificação das lan houses, para torná-las um ambiente de acesso ao conhecimento e à informação.
“As lans muitas vezes são vistas de forma preconceituosa, como ambiente de jogo. Isso pode ser mudado e elas podem, inclusive, prestar serviços para o Sistema S”, afirmou o secretário.
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O Sistema S é um conjunto de entidades que representam o interesse de categorias econômicas como comércio, indústria e transportes.
Área rural
O governo tem como estratégia ampliar o acesso à internet de alta velocidade na zona rural, por meio da frequência de 450 MHz, usada pela Polícia Federal, em vez do uso de satélites. Alvarez concorda com a ideia. Segundo ele, o estado tem uma dívida com o “Brasil rural”, por ainda não ter concretizado a inclusão digital nessas áreas.
O secretário acredita que o atraso é uma decisão estratégica do governo, que optou pela migração da frequência de rádio, para abrir espaço para a interiorização da internet.
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“Atrasamos em dois anos, com o objetivo de evitar preços maiores na transmissão de internet por satélite”, disse Alvarez. Dois anos foi o período de liberação da frequência pela Polícia Federal e a licitação para o uso dela. O governo ainda aguarda a migração da Polícia Federal para outra faixa de frequência, para abrir licitação da faixa de 450 MHz.
Há ainda a possibilidade, de acordo com o secretário, de usar os recursos do Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações para facilitar o acesso de mais de 15 milhões de pesoas da zona rural à internet de alta velocidade.