Publicidade
SÃO PAULO – O DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor), órgão do Ministério da Justiça, estuda firmar parceria com os Estados Unidos e Austrália sobre recalls de automóveis.
Para a diretora-substitutiva do departamento, Juliana Silva, os dois países têm experiência nessa área. “Enquanto no Brasil foram realizados 56 recalls nos últimos dois anos, nos Estados Unidos foram mais de 500, e na Austrália, quase 150”, disse, segundo a Agência Câmara.
A ideia, segundo Juliana, é compartilhar dados e ampliar redes de informações para que, caso haja problemas em um país, os procedimentos sejam adotados em outro.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
A diretora do órgão do ministério participou, na última terça-feira (22), de audiência realizada pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados sobre o tema.
Sistema integrado
Com Juliana, representantes de outros órgãos também estavam presentes e propuseram medidas para facilitar a realização de recalls País.
O diretor-geral do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), Alfredo Peres da Silva, afirmou que o Governo está elaborando um sistema de informação integrado para facilitar a realização dos procedimentos.
Continua depois da publicidade
“A grande dificuldade hoje é o fato de a montadora não ter acesso aos dados do atual proprietário do veículo”, afirmou Peres, ainda segundo a Agência. Ele explicou que o sistema será formado pela integração da base de dados do DPDC e da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).
Peres ainda garantiu que as informações dos proprietários dos veículos estarão sob sigilo no sistema. De acordo com ele, a ideia é firmar convênio com os Correios para que a associação possa convocar os interessados em recall sem ter acesso a informações sigilosas.
Segurança
O diretor-geral do Denatran ainda afirmou, durante a audiência, que a partir de 2012 os veículos fabricados no Brasil deverão passar por um novo sistema de testes de segurança antes de serem comercializados.
Continua depois da publicidade
O novo teste deve ser implantado pelo Governo. De acordo com Peres, para os modelos que já estão em circulação, o novo sistema de teste de impacto passará a ser exigido a partir de 2014.