Governo e líderes dos partidos aliados mantêm apoio ao mínimo de R$ 260

Na próxima semana, governo e aliados planejam convencer deputados através dos cálculos utilizados na proposta

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SÃO PAULO – Em reunião na manhã desta quinta-feira, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e os líderes dos partidos aliados decidiram manter o salário mínimo em R$ 260. No último dia 30 de abril, o Executivo editou a Medida Provisória 182/04, que elevou o piso nacional de R$ 240 para R$ 260 a partir de 1° de maio.

Lula reforçou aos aliados não ser possível, no momento, dispor de um aumento maior do que o já proposto para o mínimo na MP. Frente à manutenção do argumento, a base aliada se mostrou disposta a trabalhar para a aprovação da MP 182/04.

Ministros da base aliada planejam convencer deputados

Na próxima semana, alguns ministros aliados ao governo planejam detalhar à Câmara os cálculos utilizados na definição do mínimo de R$ 260, defendido pelo presidente. Segundo o líder do PT, Arlindo Chinaglia (SP), o objetivo dessa iniciativa é convencer os deputados que ainda estejam em dúvida sobre a proposta do governo.

Na semana passada, o presidente da Câmara, João Paulo Cunha, já havia solicitado que os números usados para o estabelecimento do novo mínimo fossem divulgados pelo governo. “O governo tem que explicar qual foi a base que originou esse valor, porque o Executivo ficou quase um mês para editar a medida provisória do salário mínimo e provavelmente analisou vários cenários”, justificou.

O líder do governo, deputado Professor Luizinho (PT-SP), prevê que a MP 182/04 seja votada pela Câmara dos Deputados daqui a 15 dias, após o retorno do presidente Lula de sua viagem à China. As informações são da Agência Câmara.