Governo da Serra Leoa vende “diamante da paz” de 709 quilates por US$ 6,5 milhões

A venda, organizada pelo Grupo Rapaport, marca uma mudança radical para o comércio de diamantes

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SÃO PAULO – O governo da Serra Leoa vendeu o “Diamante da Paz” de 709 quilates para a joalheria Graff Diamonds por US$ 6,5 milhões, cerca de R$ 21,3 milhões nesta segunda-feira (4) em um leilão em Nova York.

A venda, organizada pelo Grupo Rapaport, que não pediu comissão, marca uma mudança radical para o comércio de diamantes, já que o valor da pedra decorreu do impacto que teria na sociedade e não de suas características físicas, disse o presidente do Rapaport, Martin Rapaport. O lucro da venda será destinado a projetos para ajudar as pessoas da Serra Leoa.

O presidente da joalheria, Graff Laurence, afirmou que acredita que o diamante é especial. “A cor deste diamante é muito incerta. Graff pagou mais dinheiro porque acredita que este diamante é especial, porque ajudará as pessoas mais pobres do mundo”, afirmou Martin Rapaport, presidente do grupo.

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Ele acrescentou que “quando você tem alguém como Graff interessado nos benefícios sociais, na responsabilidade social, você está abrindo um novo mundo de demanda de diamantes, que tornam o mundo um lugar melhor”.

O governo da Serra Leoa receberá cerca de US$ 3,9 milhões líquidos da venda final, disse Rapaport. Uma outra parte de US$ 980 mil entrarão em um fundo de desenvolvimento comunitário, enquanto cerca de US$ 1 milhão vai para escavadeiras locais no distrito de Kono, país da África Ocidental, onde os trabalhadores encontraram o diamante em março deste ano.

O preço de venda foi menor do que a oferta de US$ 7,08 milhões feita em maio, que o governo da Serra Leoa havia rejeitado.

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“É sempre especial poder dar de volta aos lugares que nos proporcionam essas belas pedras”, disse Graff. “Todo diamante que passa por nossas mãos está imbuído de nossa paixão e experiência”.

O presidente do país Ernest Bai Koroma ressaltou durante o leilão que a mineração ilegal e a venda dos chamados diamantes de sangue foram as maiores fontes de conflito em muitos países da África. Por isso, a venda da pedra pode trazer momentos de paz, pelo menos por enquanto para a região. 

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Giovanna Sutto

Responsável pelas estratégias de distribuição de conteúdo no site. Jornalista com 7 anos de experiência em diversas coberturas como finanças pessoais, meios de pagamentos, economia e carreira.