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SÃO PAULO – O Google prevê que os carros inteligentes estejam disponíveis para os consumidores entre três e cinco anos. No entanto, reguladores e a indústria de seguros não acreditam que esta tecnologia chegue tão rápido ao mercado.
Um carro inteligente seria um veículo que não precisaria de motorista, ou seja se moveria sozinho. De acordo com o site Bloomberg, para o gerente de tecnologia do carro com autocondução do Google, Anthony Levandowski, a melhora com a tecnologia poderia ser tanta que os carros passariam a conduzir com mais segurança do que o ser humano. “Eu não posso te dizer que você vai ser capaz de ter um carro da Google em sua garagem no próximo ano. Nós esperamos lançar a tecnologia nos próximos cinco anos”, afirmou.
No mesmo sentido pensa o diretor do U.S National Highway Traffic Safe Administration (Departamento de Segurança no Trânsito americano), David Strickland, para quem o carro inteligente pode trazer uma grande redução dos acidentes. Ele também compara o veículo ao utilizado no desenho dos anos 60 “The Jetsons”, que se transformava em uma maleta.
Por outro lado, afirma a Bloomberg, com este tipo de carro, alguns pontos deveriam ser repensados, sendo que os Estados precisariam decidir entre dar a permissão para dirigir para a máquina ou para a pessoa, as normas de segurança deveriam ser alteradas e as companhias de seguros precisariam reavaliar a quem culpar depois de um acidente. Além disso, o software e os sensores eletrônicos não podem falhar e devem se antecipar e reagir como um humano.
Software infalível
Levandowski explica que o maior desafio é garantir a confiabilidade do software que movimenta o carro, pois qualquer erro deixaria o carro sem controle. “Nós estamos focados em construir uma tecnologia na qual podemos confiar e entender que o sistema será executado de forma segura em todas as condições”, conclui.
Em um carro comum, se uma luz se apaga ou se a direção falha, o motorista tem o controle de descobrir qual é o erro. O carro inteligente teria de ser ensinado como reagir em todos os tipos de cenários com erros, além de precisar possuir o julgamento de saber que, por exemplo, quando uma bola está rolando pela rua, provavelmente uma criança irá correr atrás dela.