Golpe na venda de carros: comprador e proprietário devem ficar atentos

Concessionárias que não repassam o valor da compra para o dono antigo, causam problemas para dono e para o comprador

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SÃO PAULO – Um novo golpe aplicado na venda de veículos usados exige atenção tanto do comprador como do proprietário do veículo que está à venda. Trata-se de uma situação em que o consumidor compra o carro por meio de financiamento, mas o antigo proprietário não recebe o pagamento da concessionária.

Sem o dinheiro e com o carro ainda em seu nome, o proprietário consegue obter o veículo de volta, já quem comprou, fica sem o produto e com um financiamento para pagar.

Má-fé de concessionária

Esse tipo de situação acontece porque o banco no qual foi feito o financiamento depositou o dinheiro da compra na conta da loja onde a venda foi feita, e não diretamente para o proprietário. A concessionária por sua vez, deveria repassar o valor para o dono, mas não o faz.

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Segundo o Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), esse golpe tem a participação das revendedoras e dos bancos, que negligenciam a análise da documentação.

Prevenindo-se do golpe

Para se prevenir desse tipo de ocorrência, o melhor é ficar atento a todos os documentos que estiver assinando e exigir, tanto na troca como na venda, que antes de entregar ou receber o veículo, tenha em mãos o recibo devidamente assinado.

“O consumidor também tem que ter a informação de que ele não é obrigado a fazer o financiamento com a loja. Ele pode fazer no banco dele”, ressalta o presidente do Ibedec, José Geraldo Tardin.

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“Já o proprietário só pode colocar o carro em uma loja indicada por outra pessoa e tem que fazer um contrato de consignação”, completa.

Solucionando o golpe

Quem se encontrar nessa situação, tanto como comprador como vendedor do veículo, deve procurar a Delegacia de Polícia Civil e registrar um Boletim de Ocorrência contra a Revendedora de veículos, assim como informar o banco da ocorrência.

Após essas medidas, o consumidor deve procurar o banco na Justiça para cancelar o contrato de financiamento e reaver os valores que tenha pago. Segundo Tardin, a instituição financeira não terá como continuar o contrato de financiamento. “Se não tem carro, não tem financiamento”, diz.