Gol anuncia categoria mais barata e divulga valores para bagagem despachada

Novas regras da Anac passam a valer no dia 14 de março, mas as mudanças da Gol só serão aplicadas em abril

Paula Zogbi

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SÃO PAULO – Seguindo a nova cartilha de regras da Anac, que prevê bagagem de mão de até 10 kg e deixa de obrigar o despacho de malas gratuitamente, a Gol anunciou nesta sexta-feira suas novas regras para viagens aéreas. De acordo com nota oficial, será criada uma categoria de bilhetes mais baratos voltados a clientes que não querem despachar bagagens e, para os valores normais, a companhia continua despachando malas de até 23kg.

Chamada Light, a nova tarifa estará disponível apenas a partir do dia 4 de abril, embora as regras da Anac sejam aplicadas no dia 14 de março. As bagagens de mão de até 10 kg passam a valer junto com a publicação das regras da Anac – que passam a exigir esse aumento ante os 5kg praticados atualmente.

As outras categorias serão chamadas Programada e Flexível  e continuam a incluir, sem custo, uma bagagem de até 23kg. Haverá também a GOL Premium, disponível apenas nos voos internacionais, incluindo dois volumes do mesmo peso.

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Viajantes que optarem pela categoria mais barata mas, posteriormente, decidirem despachar bagagens, pagarão R$ 30 caso contratem o serviço online e R$ 60 para a contratação no momento do Check in. Em voos internacionais, os valores são, respectivamente, US$ 10 e US$ 20. Os valores sobem conforme cresce o número de bagagens. Confira a tabela: 

Os clientes dos programas de fidelidade Smiles Prata, Ouro e Diamante terão benefícios em voos da companhia: uma, duas e três malas, respectivamente, para qualquer categoria de bilhete aéreo.

Mudança no excesso

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Diferentemente das demais aéreas, a Gol optou por diminuir os valores pagos por peso extra nas bagagens. Cada quilo adicional passa a custar R$ 12 em voos domésticos e US$ 4 em internacionais.

No mais, as mudanças divulgadas pela Gol são semelhantes às divulgadas nesta quinta-feira pela Azul. A Latam também mudou suas regras de acordo com as possibilidades oferecidas pela Anac, mas sem oferecer uma nova modalidade de tarifas; enquanto a Avianca optou por estudar o mercado antes de estabelecer regras novas

Paula Zogbi

Analista de conteúdo da Rico Investimentos, ex-editora de finanças do InfoMoney