Geração X é a que mais utiliza os smartphones para pagamentos móveis

Estudo revela os principais motivos que limitam a expansão do pagamento móvel no Brasil; 'não saber usar' lidera

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SÃO PAULO – Junto com os smartphones, apareceram também os ‘smartphonatics’, ou seja, consumidores que mudaram seu comportamento em relação às compras, finanças e pagamentos por conta da adoção desses dispositivos. Segundo estudo realizado em 14 países, 42% dos smartphonatics brasileiros são da Geração X, enquanto 36% são da Geração Y.

O levantamento também mostra certas diferenças entre esse perfil de consumidor, e os consumidores comuns. Dos smartphonatics, 64% usaram o telefone móvel para fazer algum pagamento nos últimos seis meses. No caso dos consumidores comuns, apenas 21% deram a mesma resposta. Ainda no caso dos smartphonatics, 73% disseram que usaram os celulares para transações bancárias. A porcentagem entre os consumidores comuns foi de 32%.

E a perspectiva de adoção dos smartphones como ferramenta de pagamento é bastante forte para o futuro. Os smartphonatics brasileiros, em quase em sua totalidade (93%), disseram que pretendem fazer pagamentos através dos dispositivos nos próximos seis meses. Entre os consumidores comuns, a porcentagem é de 53%.

O que impede a expansão do pagamento móvel no Brasil?
O estudo revelou quais as razões que impedem a expansão do pagamento móvel no Brasil. Constatou-se, por exemplo, que o principal motivo que levou os smartphonatics brasileiros a não realizarem pagamento móvel nos últimos meses foi o fato de não saber como fazer isso. Dos entrevistados, 38% deram essa resposta. O segundo motivo mais citado foi o fato do smartphone não estar configurado para esse tipo de função.

Veja os principais motivos que impediu os consumidores a realizar pagamento móvel nos últimos seis meses:

Respostas  Smartphonatics   Outros consumidores 
‘Não sei como usar’ 38% 22%
‘O celular não está configurado para
esse tipo de transação’
31% 24%
‘Não confio nisso’ 17% 23%
‘Meu banco não oferece esse serviço’ 8% 4%
‘Não sinto que preciso disso’ 5% 27%