Gastos de final do ano devem conter queda do dólar

"Até o final do ano, o fluxo cambial pode dar uma invertida, com as compras de Natal e o movimento de férias", diz gerente da Confidence

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SÃO PAULO – Os gastos dos consumidores brasileiros no final do ano devem conter uma queda mais acentuada do dólar, de acordo com o gerente de Mesa de Operações da Confidende Câmbio, Felipe Pellegrini.

“Temos a expectativa de que, até o final do ano, o fluxo cambial pode dar uma invertida, com as compras de Natal e o movimento das férias segurando a queda do dólar”, afirmou.

No curto prazo, a moeda norte-americana deve manter a tendência de queda, em função do fluxo positivo do capital estrangeiro, interessado em investimentos no Brasil. Ele estima que a cotação pode vir a alcançar o patamar entre R$ 1,60 e R$ 1,65.

Estabilização no médio prazo

No médio prazo, porém, a tendência é de estabilização. “O dólar baixo tende a ampliar o volume de importações, amenizando o impacto do forte ingresso de recursos estrangeiros e criando um fator de equilíbrio no comportamento da moeda”.

As remessas de multinacionais às matrizes no exterior, que normalmente acontecem no último trimestre, também devem contribuir para reduzir a velocidade de queda do dólar e estabilizar a moeda norte-americana.

Turismo incentivado pelo dólar

Dentre os gastos dos brasileiros no final do ano, estão as viagens. A queda do dólar proporcionou às pessoas começarem a planejar as férias do Réveillon, dando preferência aos destinos internacionais.

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Segundo o diretor comercial da Bom Destino Viagens e Turismo, Luiz Fernando de Azevedo, os destinos que têm sido mais buscados são Estados Unidos, Caribe, América do Sul e Europa, por conta da redução de 50% dos preços entre março e outubro.

“Muitas pessoas estão se antecipando e comprando pacotes para até o meio do ano que vem, aproveitando o bom período econômico para o turismo de lazer e as promoções que as operadoras realizam para recuperar as perdas ocasionadas pela crise”.