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SÃO PAULO – O consumidor deve preparar o bolso até o final do ano, pois novos reajustes nos preços das tarifas elétricas são esperados. De acordo com relatório divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira a expectativa é de que os gastos com energia subam cerca de 20,6% em 2002.
Reajuste de 3,8% até final do ano
A forte valorização do dólar durante o ano de 2002 levou o Banco Central a rever, mais de uma vez, suas metas para os reajustes de energia. Em maio, por exemplo, a instituição elevou sua meta de reajuste de 15% para 18%, como reflexo da valorização da moeda norte-americana frente ao real. Naquela época o dólar ainda estava em R$ 2,51, que também coincidia com as projeções do BC para a cotação da moeda no final de 2002.
A boa notícia é que apesar da forte valorização do dólar em setembro, que já chega a 22%, o BC não aumentou suas projeções para o ano, que se mantiveram em 20,6% como em agosto. Como deste total apenas 16,2% já foram concedidos, restam outros 3,8% que devem ser divulgados até o final de 2002, sem levar em conta o reajuste de setembro. O BC também optou por manter a projeção de reajuste das tarifas elétricas para 2003, que deve ficar em linha com o praticado em 2002, em 20,7%.
O grande problema é que as projeções do BC assumem que o dólar deve recuar depois das eleições recuando dos R$ 3,66 em que fechou esta quarta-feira para R$ 2,90 em dezembro. Caso isto não aconteça, é possível que as concessionárias comecem a exigir um reajuste ainda mais acentuado no preço das tarifas, prejudicando ainda mais o consumidor.