Gastando muito com combustível? Gasolina usada pode estar adulterada

O consumo maior de combustível pode ser um sinal de que o carro está sendo abastecido com produto adulterado

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SÃO PAULO – Se você tem gastado muito com combustível ultimamente, abastecendo o carro com mais freqüência, fique atento ao posto onde costuma abastecer, porque podem estar colocando gasolina adulterada no seu veículo. Muitas vezes, uma quantidade maior de solvente pode causar efeitos danosos ao sistema de injeção eletrônica, que, como é auto-ajustável, irá consumir mais, se a queima do combustível não corresponder à potência exigida pelo carro.

“Com a alta do combustível e um controle mais rígido de seu preço pelo governo, alguns postos de abastecimento costumam recorrer a misturas ilegais, com adição de mais álcool (além dos 25% permitidos) ou mesmo água na gasolina ou ainda a colocação no combustível de solventes químicos industriais. Seja qual for a adulteração, ela traz evidentes alterações no desempenho do veículo e sérios prejuízos ao funcionamento e à vida útil do motor”, diz o consultor de campo da Oficina Brasil, Valestan Ferreira da Silva Júnior.

Indicadores de adulteração

Além do consumo maior de gasolina (ou de álcool), um outro indicador de que o combustível pode ser adulterado é o fato de a luz de injeção eletrônica acender sem nenhum motivo aparente. “Também é comum perceber que o carro começa a falhar de repente ou a perder o rendimento. Em alguns casos, pode ocorrer até a parada total do veículo”, explica.

Ao ser identificado o problema, a primeira atitude é levar o carro a uma oficina de confiança, para a detecção do combustível utilizado no motor. Os passos para o conserto vão depender da quantidade do produto adulterado encontrada.

“Os procedimentos podem ser desde esvaziar o tanque e realizar uma simples limpeza até ter de trocar mangueiras de pressão e filtro de combustível. Nos casos mais danosos, quando a quantidade de solvente encontrada é muito grande, o combustível adulterado pode chegar a corroer a cabeça de pistão e as válvulas”, explica Silva.

Para evitar problemas, o melhor é trocar o filtro de combustível a cada 10 mil quilômetros rodados e realizar a limpeza dos bicos a cada 20 mil quilômetros. O consumidor também pode pedir o teste do combustível no posto, que é obrigado a fazê-lo na frente da pessoa.