Gasolina pode ficar mais cara na próxima segunda

Decisão da Petrobras poderá aumentar o combustível em até 2,28% nos postos em todo país; empresa alega que precisa adequar seus preços ao mercado

Publicidade

SÃO PAULO – Após a queda no preço da gasolina em janeiro desse ano, os postos poderão promover um aumento no combustível nesse fim-de-semana. Como a Petrobras anunciou que pretende aumentar em 2,2% o preço da gasolina vendida às distribuidoras o repasse ao consumidor deste aumento fica a cargo dos postos. A razão para a Petrobras aumentar o preço do combustível para as distribuidoras deve-se a decisão da empresa de tornar seus preços compatíveis com o mercado, e alinhado com aqueles praticados por seus competidores.

Aumento para o consumidor pode chegar a 2,28%

Como os postos ainda não repassaram integralmente ao consumidor a redução, em janeiro deste ano, de 25% do preço do combustível para as refinarias é possível que alguns optem por não aumentar os preços para o consumidor. Entretanto, caso decidam em favor do aumento este deverá ser praticado a partir de segunda-feira desde que fique entre 1,68% e 2,28%. De acordo com a última pesquisa de preços feita pela Agência Nacional de Petróleo, ANP, o preço médio da gasolina é de R$ 1,497 em São Paulo e de R$ 1,496 no Rio.

Monopólio da Petrobras acabou em janeiro

A partir de janeiro desse ano, o Governo não tem mais controle sobre os preços de combustíveis, uma vez que a Petrobras já não detém o monopólio sobre a importação de combustíveis no Brasil. O problema é que as outras quatro empresas estrangeiras autorizadas a operarem em todo o país ainda não começaram a importar nem produzir petróleo.

No começo do ano, o preço da gasolina ficou 25% mais baixo nas refinarias, enquanto nos postos essa redução deveria ter ficado em 20% para os consumidores, segundo o presidente FHC. O motivo da redução dos preços foi a queda do barril de petróleo no mercado internacional, somado à queda do dólar de outubro de 2001 até início de 2002.

Por outro lado, o preço internacional do barril tem apresentado alta nos últimos dias, em função da queda nas reservas de petróleo norte-americanas, e pela possibilidade dos EUA atacarem o Iraque, importante produtor da commodity.