Gasolina deve fechar o ano em alta de 13%, segundo a Ata do Copom

Projeção anterior apontava reajuste de 9,5% para gasolina; previsão de reajuste do gás de botijão subiu para 6,5%

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SÃO PAULO – O Banco Central divulgou na manhã desta quinta-feira (23), a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na qual se decidiu elevar a taxa básica da economia, a Selic para 17,75% ao ano.

De acordo com os dados divulgados, a projeção para reajuste do preço da gasolina foi elevada de 9,5%, em outubro, para 13% em novembro. No que se refere ao gás de botijão, as projeções tiveram aumento de 1,5 ponto percentual, passando de 5% para 6,5%.

Aumento após meses de manutenção

A perspectiva de um crescimento maior dos preços de combustíveis ao longo de 2004 acarretou a primeira elevação depois de 11 meses em que as projeções se mantiveram inalteradas.

Considerando que o preço médio do litro da gasolina encerrou dezembro de 2003 a R$ 1,998, e tomando por base que este valor é de R$ 2,270 no mês de dezembro, em todo o País, segundo pesquisa da Agência Nacional de Petróleo (ANP), o litro da gasolina ainda pode cair até o final do ano. Isso é possível porque, de acordo com a projeção de aumento anual de 13%, o valor ao término do ano seria de R$ 2,257, o que equivale a queda de 0,54%.

Quanto ao preço médio do gás de botijão em dezembro do ano passado, de R$ 28,80, e o levantamento da ANP para o mês de dezembro, de R$ 30,00, o valor do botijão de 13 kg, ao final deste ano, deve ficar em torno de R$ 30,67, o que representa uma elevação de 2,24% com base nos preços atuais.

Gasolina em 2005

Em relação aos combustíveis, o Copom espera um cenário menos deteriorado no ano que vem. Segundo a ata da última reunião, a hipótese básica com a qual o Comitê trabalha é a de que não haja novos reajustes em 2005.

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Existe, inclusive, a possibilidade de redução nos custos do combustível no mercado doméstico, caso os preços internacionais do petróleo tenham um desempenho mais equilibrado no ano que vem.