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SÃO PAULO – Apesar da intensificação dos conflitos no Oriente Médio, que estão pressionando o preço do petróleo, e da valorização do dólar frente ao real nos últimos dias, a Petrobras anunciou que o preço da gasolina deve cair 1,08% a partir desta quarta-feira, dia 15 de maio.
Em contrapartida, a companhia anunciou que o preço do óleo diesel será aumentado em 4,35%. Em ambos os casos os reajustes se aplicam às refinarias, e o impacto do consumidor deve ser ainda menor.
Nas bombas reajuste deve ser menor
Já o impacto no bolso do consumidor deve ser menor, visto que atualmente o litro da gasolina contém 24% de álcool e apenas 76% de gasolina. Desta forma, mesmo que os postos optem pelo repasse integral da redução da gasolina para o consumidor, a queda no preço do litro da gasolina não deve ultrapassar os 0,82%. Isto porque o álcool não sofreu qualquer alteração no preço.
Caso o reajuste nas bombas fique realmente em 0,82%, o impacto no bolos do consumidor será de apenas R$ 0,014, uma vez que o preço médio do litro da gasolina no Brasil é de R$ 1,722 segundo levantamento da ANP (Agência Nacional de Petróleo) para o período entre 28 de abril e 4 de maio deste ano.
Imposto limita redução do preço da gasolina
A CIDE, um dos impostos cobrados sobre o preço dos combustíveis, limitou a queda do preço da gasolina. Como o tributo constitui-se num valor fixo, de R$ 0,5011 por litro de combustível, a redução dos preços da gasolina foi de apenas 1,08%. Caso o imposto não fosse cobrado, ou incidisse como percentual sobre o valor absoluto do combustível, a redução no preço da gasolina poderia ter sido ainda maior de até 2,14%.
Isto porque na refinaria os preços baixaram de R$ 0,5058 para R$ 0,4950 por litro, uma redução de 2,14%. Porém, ao acrescer o valor fixo de R$ 0,5011 da CIDE, a redução é de apenas 1,08%, saindo de R$ 1,0069 para R$ 0,9961, o que acaba prejudicando o consumidor.
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Nova política prevê reajustes a cada 15 dias
No início de abril a Petrobras anunciou que estaria adotando uma nova política de reajuste dos preços dos combustíveis no mercado brasileiro. A expectativa é de que nova fórmula de reajuste vigore até o final de junho. De acordo com a nova fórmula, os preços da gasolina, principal derivado do petróleo, serão reajustados a cada quinze dias, caso o preço do petróleo suba mais que 5% no mercado internacional.
Para determinar o percentual de reajuste, a empresa deve comparar a cotação média do petróleo nos 15 dias após o reajuste com a média dos quinze dias anteriores ao anúncio do aumento. Feito isto, a empresa converterá tais preços para reais e, caso a diferença seja superior a 5%, os preços dos combustíveis serão reajustados.
O preço da gasolina também poderá ser afetado pelas variações cambiais do real frente ao dólar americano, visto que a cotação do petróleo é determinada em dólares. Isto significa que uma alta no preço do petróleo pode ser anulada com uma queda do dólar frente ao real.
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Para o consumidor a nova política de preços da gasolina exige um controle mais eficiente das contas e dos gastos com gasolina, afinal é muito provável que os gastos combustíveis passem a ser parte importante do seu orçamento mensal.