Gás ficou 8% mais caro para consumidor em junho

Sindigás condena possível controle de preços, e acusa Petrobras de ser responsável pelo forte aumento do combustível no ano

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SÃO PAULO – Nos últimos dias o ministro das Minas e Energia, Francisco Gomide, tem discutido a possibilidade de se regular o preço do gás de cozinha. Depois de sofrer quatro reajustes consecutivos desde o início do ano, sendo o último deles no início de julho, o gás de cozinha já acumula alta de 62% no ano.

Sindicato condena controle de preços

A iniciativa do Governo teria como objetivo controlar os reajustes do combustível por um prazo limitado de forma a estabelecer um preço máximo para o consumidor, impedindo que as empresas adotem margens de lucro absurdas.

A iniciativa, contudo, foi duramente criticada pelo presidente do Sindigás (Sindicato Nacional das Distribuidoras de GLP), José Carlos Guimarães de Almeida, que considerou a iniciativa no retrocesso. Para Almeida o problema não está nas margens adotadas pelas empresas, mas sim na política de preços da Petrobras, que ao produzir 65% do gás consumido no país atua como se estivesse em um monopólio.

Além disto, apesar de parte da produção ser interna, a Petrobras acaba reajustando os preços de acordo com o mercado internacional, de forma que as recentes altas do dólar acabam sendo repassadas para o consumidor final. Por último, a forte carga tributária incidente na produção, que aumentou de 17% para 27%, seria outro fator por trás da alta do gás de cozinha no ano.

Alta em junho foi de 8%

Um dos argumentos usados pelo Sindigás em defesa das distribuidoras foi o fato de que o mercado já trabalha com uma política de preços livre desde 1998, mas somente agora estão surgindo problemas. Para ele a explicação seria exatamente o fato que somente desde janeiro deste ano os preços da Petrobras foram liberados.

Diante dos argumentos, o ministro afirmou que irá trabalhar junto com as empresas e a própria ANP (Agência Nacional de Petróleo) para analisar todos os aspectos relacionados com a formação do preço para o consumidor, que incluem produção, tributação e distribuição do produto.

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Segundo o relatório da ANP somente no mês de junho os preços aumentaram em média 9,2% nas refinarias, enquanto as distribuidoras aumentaram o preço em 5% e os revendedores aumentaram 8%. Na última sondagem feita em julho, foi constatado um aumento de 3,63% em relação ao preço registrado na última semana de junho. Com isto o preço médio do gás GLP de 13 kg está em R$ 26,58, sendo que o preço máximo registrado foi de R$ 38.