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SÃO PAULO – O conflito entre Israel e Palestina ganhou um capítulo excêntrico. Mais uma empresa teria exposto sua posição favorável à operação israelense, que há mais de duas semanas vem operando dentro de território palestino para fechar túneis usados pela área paramilitar do Hamas, conflito este que já deixou mais de 1.800 mortos.
A Garnier, da L’Oréal, enviou presentes às soldados israelenses – o que foi considerada uma ação controversa – e causou revolta entre alguns internautas. Entre os mimos enviados pela unidade israelense da, marca francesa estavam desodorantes, sabonetes, shampoos, entre outros cosméticos.
A ONG Stand with us, que promove e coleta diversas ajudas para o exército de Israel, divulgou um post com diversas fotos do momento da entrega dos presentes às soldados. Na publicação, a ONG destacou que, com os produtos, as soldados israelenses poderiam cuidar de si mesmo em tempos de guerra. O post foi viralizado na web e recebeu mais de 10 mil comentários, sendo que a maioria deles criticava a decisão da Garnier Israel de doar os cosméticos para as soldados.
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Entre os comentários mais polêmicos, um internauta indagou se os presentes seriam utilizados para que as militares limpassem as mãos manchadas com o sangue dos palestinos – já que a despropocionalidade do conflito tem gerado muito mais casualidades do lado palestino do que do israelense. “Melhor se preocupar com a entrega de produtos de beleza ao exército israelense ou com o envio de alimentos e água para os civis palestinos”, questionou outro internauta.
Boicote à vista
Organizações contrárias à oposição sionista e que apoiam a causa palestina iniciaram uma campanha de boicote à Garnier, após a iniciativa da marca francesa. Outras marcas também sofrem o mesmo boicote por terem se posicionado a favor dos movimentos do governo israelense. São elas: Coca-Cola, Danone, Nestlé, Intel, L’oréal, Delta Galil, Disneyland, McDonald’s, Nokia, entre outras.