Fusões bancárias têm lado positivo para clientes

"Quando duas ou mais instituições financeiras se unem, elas unem o que há de melhor", afirma diretor gerente do Bradesco, Paulo Eduardo Isola

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SÃO PAULO – Os últimos meses têm sido agitados para o mercado financeiro mundial, inclusive o brasileiro. Só no setor bancário, foi anunciada uma fusão inesperada entre Itaú e Unibanco e há ainda a MP 433, a qual permite que bancos federais adquiram outras instituições financeiras. Sem falar no fato de o Banco do Brasil poder adquirir bancos estaduais. Enfim, diante destas movimentações, fica a dúvida: o cliente bancário sai prejudicado?

“Se você pressupõe menor concorrência, pode prejudicar”, afirmou o diretor gerente do Banco Bradesco, Paulo Eduardo D’Ávila Isola, durante palestra no XX Congresso Fibafin (Federação Iberoamericana de Instituições Financeiras), realizada nesta terça-feira (18).

Por outro lado, ele afirmou que, se há formação de blocos que resultem em instituições mais fortes, isso aumenta a competitividade, em função da solidez do mercado. “Quando duas ou mais instituições financeiras se unem, elas unem o que há de melhor. Elas têm a obrigação de juntar e oferecer o que há de melhor”, disse ele, como exemplo da forma que o cliente é beneficiado.

Tendência

Ainda de acordo com Isola, a formação de grupos deixa mais espaço para as pequenas instituições. “Aí é que aparecem os bancos de nichos”. Como exemplo, ele citou alguns pequenos e médios bancos do País que têm foco no crédito consignado.

Em relação à crise financeira internacional, que pressionou de alguma maneira os movimentos de fusões entre os bancos, o diretor gerente do Bradesco afirmou que ela fará com que o mercado bancário mundial passe por uma transformação. “E o Brasil está muito fortalecido neste mercado”, afirmou.

Ele citou pesquisa da Economática que revelou que cinco bancos brasileiros estão entre os 20 mais lucrativos das Américas. “Isso num cenário relativamente igual para todos”. Bradesco, Banco do Brasil e Itaú estão na terceira, quarta e quinta posições. Unibanco e Santander estão na décima e 16ª posições.