Funcionários da Volvo continuam paralisação para evitar demissões

Em nota, a montadora alega que as 400 demissões têm como objetivo amenizar a redução de vendas de caminhões pesados, que teve queda de 60% em 2015

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SÃO PAULO – Nesta segunda-feira (16), os 3,2 mil metalúrgicos da Volvo do Brasil, em Curitiba, continuam em paralisação. O motivo seria a decisão da empresa de demitir 400 funcionários – 250 imediatamente e 150 até o final do ano – por conta do “excedente de vagas”, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba.

Os funcionários da montadora estão mobilizados desde a última terça-feira (10). No dia 12, a Volvo chegou a propor aos trabalhadores unir o PDV (Plano de Demissão Voluntária) e PDI (Plano de Demissão Involuntária), que acabou sendo negada.

Na proposta, o primeiro seria disponibilizado até o final de maio e pagaria entre 1,5 a quatro salários, aviso prévio, pagamento de verbas rescisórias, adiantamento de PLR (Participação de Lucros e Resultados), seguro desemprego, isenção de IR (Imposto de Renda) e quitação da rescisão. Ao final da PDV, seria aplicado o PDI, pagando entre 1,5 a quatro salários, aviso prévio, pagamento de verbas rescisórias, adiantamento de PLR, e pagamento do IR.

Em nota oficial, a montadora alega que as medidas têm como objetivo amenizar a redução de vendas de caminhões pesados, que teve queda de 60% em 2015. “Desde janeiro, a Volvo vem sinalizando ao sindicato a necessidade de negociação e ofereceu, logo no primeiro dia das negociações, manter o emprego dos funcionários excedentes até o final deste ano, desde que não houvesse reajuste salarial e que fosse diminuído o valor do PLR. Essa tentativa de resolução e de manutenção do emprego foi recusada de imediato pelo movimento”, finaliza a Volvo.

Outra assembleia liderada pelo SMC será realizada amanhã (17).