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SÃO PAULO – “O consumo maior de frutas e hortaliças desidratadas é uma tendência atual, por elas serem uma alternativa de consumo. Há também uma mudança de hábitos do consumidor, que preferem facilidade”, observa o pesquisador do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Frutas e Hortaliças (Fruthotec), José Maurício Aguirre.
Apesar das frutas e hortaliças desidratadas já serem velhas conhecidas do consumidor, nos últimos anos elas sofreram impulso na procura e na produção. Hoje em dia, podem ser encontradas em diferentes formatos (em forma de passa, em flocos, em pó, em barras de cereais), preços e qualidades.
Segundo Aguirre, essa demanda do mercado resulta também no maior interesse das indústrias. “A própria procura do Fruthotec por interessados em montar indústrias no ramo é um forte indicativo desta ampliação”, argumenta.
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Segurança contra contaminações
Com o crescimento do mercado e da indústria, a técnica que já foi praticada em casa ganha qualidade, agilidade e segurança com relação às contaminações.
“No processo caseiro de secagem ao sol, além da demora ser maior, a qualidade do produto final cai significativamente”, aponta o pesquisador.
Além de serem produtos finais de algumas indústrias, as frutas e hortaliças desidratadas já são largamente utilizadas como insumos para outros segmentos industriais.
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Desidratados X In natura
As frutas e hortaliças desidratadas possuem características perceptivelmente distintas do produto in natura, como a aparência, a consistência e o sabor.
“Como você tira quase a totalidade da água, há uma alteração na estrutura da fruta. Mas a pessoa que consome, está interessada na fruta seca. E, em alguns casos, fica mais gostoso que a fruta in natura”, argumenta Aguirre.
Além destas diferenças, a maior durabilidade do produto em relação ao “original” também é um componente de atração do consumidor. Assim, uma fruta que poderia ser encontrada em apenas alguns meses do ano, pode ser consumida em sua versão desidratada durante o ano todo, desde que bem feita e estocada em condições adequadas.
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Em relação ao valor nutricional após o processamento, o especialista esclarece que, com um processo adequado, a perda é pequena, entre 15% e 20%.