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SÃO PAULO – Cerca de 60% da gasolina vendida nos postos da Grande São Paulo é adulterada. O elevado índice foi apurado pelas Secretarias da Fazenda e da Segurança Pública. Para se ter uma idéia da gravidade do caso, enquanto a ANP (Agência Nacional de Petróleo) limita a mistura de álcool na gasolina na proporção de 25%, os combustíveis adulterados chegam a conter 70% de álcool.
Perda de arrecadação chega a R$ 500 milhões por ano
O levantamento, realizado junto a 10% dos postos da região pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil, preocupa, além dos consumidores e empresários honestos, também os cofres estaduais. A Secretaria da Fazenda do Estado estima a perda de R$ 500 milhões por ano pelas fraudes ocorridas.
A conseqüência disto, como não poderia deixar de ser, é a concorrência desleal que cresce cada vez mais. O diretor do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado), Hélio Pirani Fiorin, atenta para o fato de muitos postos venderem o litro da gasolina muito abaixo do preço de custo e nada ser feito pela ANP, mesmo diante de evidências tão claras.
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Índice é contestado
As autoridades reconhecem que a pesquisa realizada não obedeceu critérios científicos, mas ressalta que, da mesma forma que o índice pode ser inferior, existe também a chance de ser maior. Entretanto, os colaboradores da pesquisa asseguram que o índice não deve ficar abaixo dos 40%.
A saída sugerida para que a questão seja solucionada é de que a ANP estabeleça medidas urgentes no sentido de acirrar a fiscalização do setor.