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SÃO PAULO – A Proteste divulgou nesta semana os resultados de um teste de segurança alimentar feito com amostras de granola, orégano e ketchup. Foram encontrados desde pelo de roedor a inseto morto.
A Proteste informa que os testes foram feitos com base no regulamento técnico da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que estabelece os requisitos mínimos para avaliação de matérias estranhas macroscópicas e microscópicas em alimentos e bebidas, assim como seus limites de tolerância (RDC 14/2014). Ou seja, segundo a legislação, cada produto pode trazer certa quantidade de corpos estranhos:
Ketchup: máximo permitido de 10 fragmentos de insetos, 5 ácaros e 1 fragmento de pelo de roedor em 100g de amostra.
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Orégano: máximo permitido de 20 fragmentos de insetos, 5 ácaros, 20 Insetos inteiros mortos próprios da cultura e 1 Fragmento de pelo de roedor em 10g de amostra.
Granola: máximo permitido de 5 ácaros em 50g de amostra. Não apresenta parâmetros para matérias macroscópicas e microscópicas.
Para verificar a presença de matérias estranhas, como ácaros, pelo de roedor e insetos, fossem elas visíveis ou não a olho nu, a Proteste levou 12 marcas ao laboratório, sendo quatro de orégano (Kitano, Kisabor, Hikari e Santa Cozinha), quatro de granola (Mãe, Terra, Kobber e Jasmine) e quatro de ketchup (Heinz, Helmann’s, Arisco e Quero).
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De acordo com os resultados, as amostras das marcas: Kitano (que apresentou 5 fragmentos de insetos em 10g de amostra), Santa Cozinha (que apresentou 15 fragmentos de insetos e 1 inseto inteiro morto em 10g de amostra), Kisabor (que apresentou 11 fragmentos de insetos em 10g de amostra) estão de acordo com a legislação.
No entanto, a marca Hikari revelou a presença de 1 ácaro morto, 28 fragmentos de insetos e 2 insetos inteiros mortos em 10g de amostra, não estando de acordo com a legislação vigente por conter fragmentos de insetos acima do limite especificado pela legislação

Já as amostras de granola das marcas Granatus, Kobber e Mãe Terra não apresentaram nenhuma matéria estranha macroscópica e nem microscópica. Porém, a amostra da marca Jasmine revelou a presença de 1 fragmento de pelo de roedor em 50g de amostra, sendo assim, não está de acordo com a legislação por conter fragmento de pelo de roedor.
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Em relação ao ketchup, no teste realizado pela Proteste, não foram encontradas nenhuma presença de matérias estranhas, fossem elas microscópicas ou macroscópicas.

Diante dos resultados do teste, a Proteste pediu a retirada do mercado do lote da granola Jasmine avaliado, assim como o lote do orégano Hikari. “Solicitamos ainda a revisão da RDC 14/2014, pois entendemos que ela é totalmente permissiva e, para garantir tanto o direito quanto a saúde do consumidor, deveria ser bem mais rigorosa”, informa a entidade.
Outro lado
Em nota enviada ao InfoMoney, a Jasmine informou que “está tomando as providências aplicáveis para enviar as amostras de retenção a um laboratório externo para realização de análises macro e microscópicas” do lote avaliado pela Proteste. “A companhia afirma, com segurança, que os rigorosos controles no processo produtivo garantem a eliminação de qualquer risco ou prejuízo à saúde.”
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A Kitano disse que “atua de acordo com a legislação vigente no país e que todos os seus produtos passam por rígidos processos de segurança alimentar” e a Kobber disse que “o resultado da analise de um instituto independente só vem a comprovar nossa seriedade com a qualidade e com nossos consumidores.”