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SÃO PAULO – A fintech Superdigital anunciou, nesta terça-feira (9), em coletiva de imprensa realizada em São Paulo, uma nova proposta para sua plataforma: agora, os usuários poderão dividir o pagamento de contas por um chat, transferir valores entre contas Superdigital.
Podem ser usuários da plataforma pessoas que tenham ou não uma conta-corrente – e, se tiverem, independentemente do banco de onde são clientes.
Assim que se torna usuário e faz download do aplicativo, a agenda de contatos do celular é integrada à plataforma. Assim, o usuário pode transferir valores para contatos através do serviço, mesmo que o destinatário não esteja na plataforma – neste caso, ele recebe uma mensagem, por exemplo, no WhatsApp, afirmando que ele recebeu um saldo através da Superdigital.
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No caso de transferência para conta-corrente de outros bancos, entretanto, é cobrada uma tarifa de R$ 5,90 – seja TED ou DOC.
Os valores podem ser depositados na conta da plataforma através de caixas do Santander. Os saques, por sua vez, podem ser feitos em caixas da rede Banco24Horas.
A assinatura do serviço, entretanto, ainda não é gratuita, diferente dos demais serviços digitais oferecidos por outros bancos: a mensalidade varia entre R$ 7,90 e R$ 11,90; a primeira é referente ao pacote Individual, que garante um cartão físico, e a segunda, para o pacote Familiar, que dá direito a três cartões pré-pagos.
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Existe também o plano Experimente da Superdigital, que dá direito a um cartão virtual e não cobra nenhuma mensalidade. O usuário deste plano também pode transferir dinheiro entre os contatos e criar vaquinhas, mas com o valor limite de até R$ 200.
Outros recursos que a Superdigital oferece aos usuários são a recarga de celulares pré-pagos e de cartões de transporte público – Bilhete Único, no caso de São Paulo -, pagamento de contas, saque nacional e internacional de até 10 moedas diferentes – com tarifas à parte –, e compras online e em loja física através de um cartão pré-pago.
Durante a coletiva de imprensa, o CEO da fintech, Exequiel Archipete, explicou que a empresa quer atingir um público que tenha, principalmente, entre os 25 e 35 anos e já está na “onda digital”. Ele também afirmou que a empresa tem potencial para o lançamento de outros produtos, como cartão de crédito, mas que esses são planos para o futuro: “por enquanto, atuamos apenas no com serviços que sejam meios de pagamento digitais. Não temos cabeça de banco”.
Antes chamada ContaSuper, a fintech foi comprada no ano passado pelo Santander e atingiu, neste semestre, a marca de 1 milhão de usuários, número que motivou a reformulação do serviço. A nova plataforma levou seis meses para ser desenvolvida do zero e investiu em marketing, infraestrutura e pessoal, sem divulgar os valores.