FGV registra recorde de otimismo do brasileiro

Para 11,7% situação é boa, enquanto outros 39,6% vêem a economia brasileira atual como ruim; ambos os resultados são os melhores desde outubro de 2002

Publicidade

SÃO PAULO – Os consumidores estão mais otimistas em relação à situação econômica do País. Pelo menos é o que mostra a 13ª Sondagem de Expectativas do Consumidor, da Fundação Getúlio Vargas, divulgada nesta quinta-feira (06).

Segundo a pesquisa, referente a dezembro de 2004, para 20,7% dos 1.458 chefes de domicílio entrevistados, a situação atual do País é melhor do que há seis meses. No estudo anterior, este percentual era de 15,9%. Conseqüentemente, entre os que acreditam na piora da situação econômica do Brasil, o percentual reduziu-se de 21,7% para 18,2%.

Analisando a situação atual, sem considerar períodos passados, 11,7% dos consumidores disseram considerá-la boa e 39,6%, ruim. Estes são os melhores resultados da pesquisa desde outubro de 2002, quando a mesma foi iniciada.

Situação da família é melhor

No mesmo caminho, a situação econômica da família, para 18,9%, está melhor do que há seis meses. Em novembro, 17,7% haviam dado a mesma resposta. Entre os que acham que a situação está pior, houve queda do percentual de respostas de 17% para 15,1%.

Sem considerar comparações temporais, a situação presente das famílias está boa para 16,2% dos consumidores ante 13,1% de novembro. Outros 21,5% avaliam a situação atual como ruim, frente aos 25,4% dos consumidores com a mesma opinião em novembro.

No que se refere ao nível de endividamento deste contingente, em dezembro 24,4% das famílias disseram estar se endividando no momento, enquanto 61,3% estão com a situação equilibrada e 14,3% afirmaram estar poupando.

Continua depois da publicidade

Expectativas futuras

Para os próximos seis meses, a parcela dos que acreditam na melhora da economia subiu de 43,3% para 46,4%; enquanto passou de 12,4% para 10,4% os que estão menos otimistas e acham que vai piorar. O mesmo acontece em relação à situação das famílias: passou de 55,9% para 56,7% os que acreditam em melhora; e de 6,1% para 5,6% os que prevêem piora.

A onda de otimismo se estende ainda aos brasileiros que procuram emprego. Caiu de 49% para 48,1%, entre novembro e dezembro, o número de entrevistados que acham que encontrar emprego estará mais difícil nos próximos meses. Entre os que acham que vai estar mais fácil, o percentual também recuou, mas em menor intensidade: passou de 14,4% para 14,2%.

De acordo com a FGV, os resultados refletem uma melhora sobre novembro, mas ainda estão aquém dos números verificados nas pesquisas de setembro e outubro, o que mostra que o consumidor está mais cauteloso em relação ao mercado de trabalho.

Continua depois da publicidade

Finalmente, a expectativa com as compras de bens de alto valor, como eletrodomésticos, carros e imóveis, que o otimismo do consumidor existe, mas em dose moderada. Esta é a menor taxa desde julho de 2003. Outros 54,6% disseram ainda que nos próximos seis meses irão comprar menos, o maior percentual desde abril de 2004.