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SÃO PAULO – Passar as férias de julho fora do país ficou mais distante para o bolso do brasileiro, que foi seriamente penalizado com a disparada do dólar nos últimos dias. Os que tinham planos para sair do Brasil estão revendo suas opções e tentando adequar
seu orçamento aos roteiros nacionais. Viajar para o exterior continua muito caro, e os preços poderão subir ainda mais até as eleições.
Mesmo com o dólar nas alturas, alguns destinos estão sendo mais procurados neste ano, como a cidade de Buenos Aires, por exemplo. Como a moeda argentina sofreu uma forte desvalorização após o fim do câmbio fixo, que mantinha a paridade de um dólar para um peso, o turista brasileiro ganhou uma nova opção em sua cesta de roteiros. Com relação à Europa, a demanda por roteiros no Velho Continente se manteve estável em comparação com o ano passado. Existem pacotes relativamente em conta, que devem continuar seduzindo o brasileiro em busca de férias um pouco mais sofisticadas.
Buenos Aires atrai pelo preço e pela qualidade
Com a profunda crise na Argentina, o governo teve que modificar sua política econômica, flexibilizando a taxa de câmbio, e com isso tentar deixar seus produtos
mais baratos no exterior, estimulando suas exportações e atraindo mais turistas. A moeda argentina ficou mais barata, uma grande vantagem principalmente para os
brasileiros. A demanda por pacotes na capital portenha no Brasil aumentou 66% em maio, em comparação ao mesmo período do ano passado.
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Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Os pacotes mais comuns vão de duas a sete noites, e incluem passagem aérea, traslados e um city tour. Pela Stella Barros, o roteiro de duas noites
em hotel de luxo sai por US$ 277 por pessoa, com chegada na sexta-feira e partida no domingo, na última semana de julho. Já a CVC oferece um pacote de sete noites em hotel três estrelas por apenas US$ 300. Trata-se realmente de uma oportunidade rara entre as opções internacionais.
Mesmo com os panelaços, apitos e manifestações diariamente mostrados pelos telejornais no Brasil, Buenos Aires continua uma cidade irresistível. Quem
pôde visitá-la nos últimos meses não tem do que se queixar. Com opções para todos os gostos e idades, a capital argentina consegue agradar desde quem está em
busca de passeios tranqüilos por suas ruas arborizadas e cheias de lojas e excelentes restaurantes, até os que trocam o dia pela noite. Aliás, a cidade é a opção certa para quem procura diversão em boates e casas noturnas.
Santiago tem pacote por US$ 556
Se você já conhece bem Buenos Aires, uma segunda opção dentro da América do Sul é Santiago do Chile, onde três noites saem por US$ 556 por pessoa em apartamento
duplo, na última semana de julho. O pacote inclui acomodação, traslados, café da manhã e um passeio pela cidade. A capital chilena é sem dúvida uma das mais belas do continente, e chega a chocar pela organização e pelo aspecto visual.
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Cercada pela Cordilheira dos Andes, Santiago oferece ótimos passeios em seus parques, museus, igrejas, sem esquecer dos restaurantes e dos vinhos. Entre as
atrações culturais, destaque para o Museu de História Natural, cujo acervo é composto por peças pré-colombianas, e o Museu de Arte Contemporânea. No inverno, o turista ainda pode deixar a cidade para ir às estações de esqui.
Madri e Lisboa são opções na Europa
Entre os roteiros mais sofisticados, as cidades européias ocupam os primeiros lugares. Na Europa, as opções mais em conta são as capitais da Península Ibérica. Um pacote de seis noites em Lisboa e Madri sai por US$ 1.400 e US$ 1.368, respectivamente. O preço também inclui a parte aérea e pode ser parcelado em até quatro vezes sem juros pela Stella Barros. O turista ainda pode parcelar em 12 vezes, porém sob a cobrança de juros.
É preciso lembrar que viajar em julho nem sempre é a melhor alternativa para quem não tem dinheiro de sobra. Aqueles que podem esperar até agosto podem conseguir descontos de até 25%. O pacote para Lisboa, que até na última semana de julho sai por US$ 1.400, em agosto cai para US$ 1.028. Não se esqueça que o calor nessa época chega a ser pior que no Brasil. Logo, se você não é adepto de altas temperaturas, espere até setembro. Apesar de ser aproximadamente 5% mais caro, o clima é bem mais agradável.