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SÃO PAULO – Com o dólar nas alturas, viajar em julho ficou mais caro e os planos do turista brasileiro foram por água abaixo. Chegou a hora de reavaliar as alternativas e o orçamento, sem necessariamente ter que recorrer às opções tradicionais das férias de julho. Muita gente já não agüenta mais os burburinhos das estações de inverno do Brasil, como Campos do Jordão, Petrópolis e Itatiaia. Isso sem contar com as estações de água, que durante uma inversão térmica (nada difícil de ocorrer) tornam-se insuportáveis.
Na temporada de inverno, o turista tende a fugir da praia, deixando o litoral vazio e agradável. E não adianta reclamar do frio no inverno, já que no Nordeste brasileiro o verão nunca acaba. Passar uma semana num resort cinco estrelas em frente à praia pode ser sinônimo de paz e tranqüilidade, distante de multidões e do barulho. E ainda sem ter que gastar muito para conseguir esse privilégio. A partir de R$ 1.200,00 é possível aproveitar as férias de inverno numa praia vazia, com muito sol, sombra e água fresca.
Nordeste é opção para o ano inteiro
Tudo bem que viajar até o Nordeste não custa tão pouco assim. Afinal, o preço da passagem acaba desestimulando muitos brasileiros, que preferem pagar um pouco a mais e sair do Brasil. Porém, diante da recente escalada do dólar, essa última alternativa ficou completamente inviável. Uma semana em Londres, por exemplo, não sai por menos de US$ 1.200, ou o equivalente a R$ 3.400. Hoje passar sete noites em um resort de uma capital nordestina custa entre R$ 1.500 e R$ 1.800.
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Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Um pacote pela Stella Barros de oito dias em João Pessoa, PB, com passagem aérea, hospedagem em hotel de luxo em apartamento duplo, com café da manhã, a duas quadras da praia sai por R$ 1.640 por pessoa. Por sua vez, o mesmo período em Fortaleza sai por R$ 1.560, enquanto em Natal o preço sobe para R$ 1.730. Lembre-se que com exceção ao pacote de Natal, que incluiu um city-tour e um passeio adicional, o turista terá que desembolsar mais dinheiro para conhecer as atrações turísticas e as praias vizinhas.
Pela tabela do mês de janeiro do 2002, os pacotes de julho ficaram ligeiramente mais caros, contrariando a tendência natural do mês, que apontaria para uma redução dos preços, uma vez que a demanda nessa temporada é bem menor. No entanto, a escalada do dólar fez uma nova vítima, alterando os preços do Nordeste, que deverão ficar ainda maior no próximo verão. Portanto, chegou a hora de aproveitar.
Sul ainda é o destino mais procurado no inverno
Em julho a maioria dos pacotes vendidos pelas agências de turismo têm um único destino: as Serras Gaúchas. Há quem goste das paisagens pitorescas, marcadas pela influência da cultura alemã e italiana na região. As cidades de Gramado e Canela se transformam em julho num polo de atração de turistas de todo país, com direito a danças folclóricas e pratos típicos. A partir de R$ 1.000 já é possível encontrar pacotes de uma semana com hospedagem e café da manhã, traslados, passagem aérea e passeios pelas cidades vizinhas como Bento Gonçalves e Caixas do Sul.
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A CVC oferece um pacote por R$ 1.088 que com todos os itens acima, com vôo de São Paulo à Porta Alegre, com o restante do trajeto foi por vias rodoviárias. Já o pacote da Stella Barros sai por R$ 1.475 em hotel de luxo. Para quem não é adepto às visitações de parreiras, adegas e danças típicas, existem opções mais radicais como rafting pelo Rio Paranhamas, passeio pelo Cânion Itaimbezinho e cavalgada pelos campos da região.
Uma segunda opção no Sul do país são as Cataratas de Iguaçú, uma das cinco atrações mais visitadas no Brasil. O pacote da Stella Barros de sete noites, incluindo passagem aérea e acomodação no Iguassu Golf Club & Resort sai por R$ 1.213 com meia pensão. Considerado um dos 30 melhores hotéis do país, o Iguassu oferece opções para crianças e adultos, em busca de sossego e partidas de golf, num campo com 18 buracos, Par 72, com 6.983 jardas, Putting Green e Drive Range com 300 jardas.