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SÃO PAULO – De acordo com o presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Sérgio Reze, apenas uma desoneração das motocicletas não deve incentivar o consumo. Na semana passada, o governo anunciou a redução de 3% para 0% da alíquota da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) para o setor.
“A solução tem de passar por algo diferente do que foi feito pelos outros setores. No setor de motocicletas, você tem um problema diferente, que é o cadastro”, explicou ele, sobre a dificuldade em tomar crédito que as pessoas possuem para comprar uma motocicleta. “Tem de agregar outras vantagens, para que o comprador fique mais empolgado”
O presidente da Fenabrave falou nesta sexta-feira (3) durante evento de apresentação dos dados do setor para o mês de março e o primeiro trimestre do ano.
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Problema no crédito
Segundo disse Reze, quem normalmente concedia crédito para os consumidores de motocicletas eram os bancos menores, que tinham a expertise para lidar com esse público e que foram os mais prejudicados pela crise.
“Quando explodiu a crise, muitos depositantes foram correndo dos bancos menores para os maiores e houve corte de crédito dos maiores para os menores”, afirmou. “Então, tirou do mercado quem tinha mais possibilidade de atender o crédito de maior risco”.
Até fevereiro, Reze afirmou que as vendas de motocicletas foram bastante prejudicadas por essa situação. Em março, por sua vez, os emplacamentos somaram 139.230 unidades, ante 106.729 um mês antes.