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SÃO PAULO – Apesar do novo aumento da taxa de juros básica da economia na semana passada, a Fecomércio (Federação de Comércio de São Paulo) está bastante otimista com relação às perspectivas de vendas para o primeiro trimestre do ano.
Estas projeções se apóiam na constatação de que o consumidor continua otimista neste início do ano, como aponta o Índice de Intenções do Consumidor divulgado pela própria Fecomércio para o mês de janeiro deste ano. O indicador consulta mensalmente cerca de 900 pessoas na região metropolitana de São Paulo.
Otimismo em alta
Segundo a Fecomércio, o indicador teria atingido seu nível mais alto para um mês de janeiro desde 2000, com 54% dos entrevistados afirmando estarem confiantes em relação às perspectivas da economia.
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Além de superar o índice registrado em janeiro do ano passado, que foi de 47,5%, o indicador também ficou acima dos 52,3% e 48,3% registrados respectivamente em janeiro de 2001 e de 2000.
Ainda mais impressionante é o fato de que o índice de otimismo de janeiro supera, inclusive, aquele de dezembro, onde 53,4% dos entrevistados afirmaram estar otimistas com relação às perspectivas da economia. Como lembra o diretor-executivo da Fecomércio-SP, Antonio Carlos Borges, em geral esta tendência é inversa, com os consumidores em geral tendendo a ser mais pessimistas no início do ano do que no final do ano.
Vendas podem crescer 4%
Com base nisto, a Fecomércio projeta que o faturamento do setor no primeiro trimestre deste ano deve crescer cerca 3% a 4% em termos reais com relação ao faturamento registrado no mesmo período no ano passado.
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Segundo o levantamento da Fecomércio, o otimismo do consumidor para os próximos 60 dias está cerca de 19 pontos acima daquele registrado em janeiro do ano passado. Com relação à situação presente, isto é, o momento atual, o consumidor está apenas 0,4 ponto percentual acima do registrado no mesmo período em 2002.
Na opinião do diretor da Fecomércio, a manutenção do nível de confiança de dezembro em janeiro sugere que os paulistanos estão confiantes de que as promessas do atual governo de se concentrar no crescimento econômico e na geração de empregos devem se realizar. Para tanto, a condução das reformas, especialmente da Previdência, é a variável mais importante que poderá mudar a expectativa destas pessoas, de forma mais rápida ainda do que aumentos pontuais nos juros.