Febraban: volume de crédito volta a crescer em setembro

Segundo entidade, volume representa 33% do PIB do País, é o maior desde 1995 e impulsiona consumo da população de baixa renda

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SÃO PAULO – Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o volume de crédito voltou a crescer em setembro deste ano e já impulsiona o consumo, principalmente das faixas de baixa renda.

Um relatório divulgado pela federação confirmou que as atividades produtivas e o consumo sustentados pelas operações de crédito representaram 33% do Produto Interno Bruto (PIB)- soma de todas as riquezas da nação – e o nível mais elevado desde 1995.

Crédito ajuda pequenos negócios

O volume já pode ser considerado fator consistente de apoio para as atividades produtivas em geral, inclusive às ligadas ao auto-emprego e aos pequenos negócios formais e informais. A expansão do crédito se dá pela baixa dos juros e deve ser um dos pilares para o crescimento em torno de 5% da economia para o próximo ano.

De acordo com o Sebrae, a expansão contínua do crédito é essencial à sustentabilidade de pequenos negócios. Uma pesquisa realizada pela entidade mostra que 77% das pequenas e micro empresas formais de São Paulo não tomam crédito regularmente por falta de garantias a serem oferecidas em contrapartida aos empréstimos.

Disseminação do crédito

Entre pessoas físicas, o crédito começou a popularidade a partir de 2003, com iniciativas de bancos públicos e privados. Entre elas está o crédito consignado, que tem baixo risco de retorno, já que as parcelas são descontadas da folha de pagamento.

A evolução do crédito pode ser separada em três fases. A primeira entre 1990 e 1994, quando houve um movimento de expansão e contração do crédito, decorrentes da implementação de planos de estabilização. A segunda iniciou-se em 1995, pós Plano-Real, quando as crises na Ásia (1997), Rússia (1998) e também a desvalorização cambial (1999) interromperam o aumento do volume.

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Em 2002, o crescimento foi retido por causa das eleições presidenciais. No entanto, em 2003, já na terceira fase, iniciou-se o aumento do volume de crédito.