Faculdade, estágio e filhos: como manter o orçamento em dia?

O quadro desanima, mas com um pouco de sacrifício é possível terminar a faculdade, criar os filhos e aprender no estágio

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SÃO PAULO – A empolgação de quem passa em uma universidade particular pode perder um pouco de sua intensidade assim que as contas para se manter matriculado começam a “saltar” da calculadora. Os livros são muito caros e a mensalidade aumenta todos os anos quase sempre acima da inflação.

Alguns podem contar com a ajuda financeira dos pais, mas outros precisam conseguir o próprio sustento. Um emprego comum poderia dar conta das despesas, mas o mercado exige que o profissional saia da faculdade já com alguma experiência na área escolhida.

Estágio

É quando o aluno decide optar por um estágio. Ele passa a trabalhar no que gosta, ganha experiência, mas precisa se contentar com uma “bolsa-auxílio” – uma remuneração que ajuda o estudante a se manter, mas nem sempre é suficiente para pagar a mensalidade completa. Além disso, se o funcionário for dispensado, ele não terá direito ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), nem a Férias ou Décimo Terceiro Salário, uma vez que não há vínculo empregatício.

Se a situação não parece fácil, é bem possível imaginar o choque de quem descobre que, além de tudo, um rebento está a caminho. Alguns estudantes decidem pelo mais fácil: trancar a faculdade, procurar um emprego que lhe pague melhor, assumir a família e esperar a estabilidade financeira chegar para só então voltar à faculdade.

Esta é apenas uma das opções. O que ocorre é que muitos alunos que decidem trancar a faculdade exatamente nesta fase podem não voltar aos estudos e acabar definitivamente longe da universidade e da profissão sonhada.

Como fechar as contas

Antes de tomar essa decisão, é preciso pensar em todas as possibilidades para não sair da faculdade. O sacrifício será grande, mas é importante levar em conta que ele tem prazo para acabar.

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O tempo médio de duração dos cursos superiores é de quatro anos. Um período que parece longo, mas que passa bastante rápido. A espera pode valer a pena. Depois de formado, a tendência é de que o então estagiário seja registrado ou encontre um novo trabalho, agora contratado como profissional. Esse novo status é suficiente para que o formado engrene na carreira e eleve consideravelmente seus proventos.

Mas, até esse dia chegar, o estudante precisa cuidar do filho, pagar a faculdade e chegar ao final do mês com as contas quitadas. Para isso, são precisos sacrifícios.

Apesar do susto inicial, a primeira infância da criança não é exatamente a mais cara. Apesar da necessidade do convênio, o bebê se alimenta no peito por pelo menos seis meses. As fraldas são caras, mas um bom chá-fralda (similar ao chá de bebê, no qual os participantes levam fraldas de todos os tamanhos) com os colegas da faculdade pode garantir um alívio financeiro por até seis meses.

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Aperte o cinto

As baladas nos finais de semana precisam ser controladas. Saia de sexta-feira e reserve o fim-de-semana; medida que ajuda a esticar o orçamento e estreitar as relações com o filho recém-chegado.

O convênio será o maior dos gastos, já que ainda não chegou a hora de entrar na escolinha, quando será preciso despender uma boa quantia para arcar com a mensalidade, com os uniformes e com o material escolar.

Mas a principal medida tomada pelo universitário é se valer de todos os descontos que ele conseguir. Preencha os formulários para pagar meia-passagem no ônibus e metrô e busque seus direitos.

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Bolsa e programas do Governo

Assim que possível, procure a administração da faculdade e negocie uma bolsa, que pode chegar a 100%, dependendo da instituição de ensino. Se não for possível, procure algum programa governamental de financiamento a estudantes carentes, como o ProUni.

Todos estão sujeitos a dificuldades financeiras, mas só é capaz de superá-las quem antes decide enfrentá-las. Lembre-se disso!