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SÃO PAULO – O exército foi para as ruas no Rio de Janeiro, ocupando o complexo de favelas da Maré. Para o jornal britânico The Guardian, a intenção é evitar um “vexame” durante a Copa do Mundo e manter a festa rolando.
Criticando a decisão, um artigo do jornalista Benjamin Parkin, destaca que o problema não é o exército ir para as ruas. É como o governo tem agido o problema. Para o jornal britânico, era mais simples ter levado uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) para a região, que não seria visto com toda a agressividade que é enviar o exército.
“Esta demonstração de força mostra que o governo brasileiro está caminhando para a criação de um estado de exceção que vai garantir que o país não se envergonhe”, diz Parkin. O exército deverá ocupar a favela a partir do dia 7 de abril, permanecendo por lá por tempo indeterminado – para impedir que a crise se alastre.
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Embora o governo do Rio de Janeiro diga que isso é para diminuir a escalada de violência na região, o jornalista destaca que a decisão surpreendeu a todos – pois a Maré não tem UPP e não é conhecida pela extrema violência. Mas o complexo está na rota que leva do aeroporto ao centro da cidade, um lugar com grande importância estratégia e visibilidade.
Haverá um soldado para cada 55 habitantes por lá, contra uma média de 1 para 369 no estado do Rio de Janeiro. Assim, conclui, o governo fará uma militarização sem precedentes para se certificar com que a Copa do Mundo não tenha nenhum imprevisto.