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A decisão da 1ª Vara Criminal de São Bernardo de bloquear o WhatsApp por 48 horas foi reprovada por Jan Koum, cofundador e presidente-executivo da empresa, e Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, que comprou o aplicativo em 2014 por US$ 19 bilhões.
Através de textos publicados no Facebook nesta quinta-feira, 16, os executivos acreditam que os maiores prejudicados serão os usuários brasileiros e classificaram o episódio como “triste”.
“Estamos decepcionados com a decisão míope de se cortar o acesso ao WhatsApp, uma ferramenta de comunicação que tantos brasileiros passaram a depender e é triste ver o Brasil se isolando do mundo”, disse Jan Koum.
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Já Zuckerberg afirmou que a empresa está trabalhando duro para reverter essa situação e que, até lá, o Messenger do Facebook continua ativo e pode ser usado para troca de mensagens.
“Este é um dia triste para o país. Até hoje o Brasil tem sido um importante aliado na criação de uma internet aberta. Os brasileiros estão sempre entre os mais apaixonados em compartilhar suas vozes online. Estou chocado que nossos esforços em proteger dados pessoais poderiam resultar na punição de todos os usuários brasileiros do WhatsApp pela decisão extrema de um único juiz. Esperamos que a justiça brasileira reverta rapidamente essa decisão. Se você é brasileiro, por favor faça sua voz ser ouvida e ajude seu governo a refletir a vontade do povo”, afirmou o CEO do Facebook.
O caso
De acordo com a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), entidade que representa as operadoras de telefonia móvel e fixa, a medida foi imposta sob pena de multa pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A ação transcorre em sigilo e não há informações sobre a autoria da ação.
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O Sinditelebrasil nega que as operadoras tenham sido autoras da ação – nos últimos meses, operadoras e WhatsApp têm entrado em conflito. Amos Genish, presidente da Telefonica/Vivo, chegou a chamar o WhatsApp de “pirata” e pediu a regulamentação do serviço. Em agosto, as operadoras anunciaram que entregariam à Anatel um documento com embasamento econômico e jurídico contra o funcionamento do WhatsApp no Brasil.
Em nota, a Oi declarou que “está obrigada a cumprir a ordem judicial, mas tomará todas as medidas judiciais cabíveis que possam preservar os interesses dos consumidores”.
Na prática, as operadoras bloquearão o acesso dos usuários brasileiros aos domínios whatsapp.com, whatsapp.net e outros subdomínios também pertencentes ao WhatsApp. As operadoras fixas e móveis estão obrigadas a cumprir a decisão, o que vai impedir as pessoas de usar o aplicativo tanto quando seus dispositivos se conectarem à internet por meio das redes 3G/4G, mas também via redes Wi-Fi. A versão web do serviço também ficará fora do ar no Brasil.
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Ibope
Na última quarta-feira, 16, o Ibope divulgou que o WhatsApp hoje é o aplicativo mais usado pelos internautas brasileiros. Segundo o levantamento, 93% dos usuários de internet do País utilizam o WhatsApp. Em seguida, aparecem os aplicativos de Facebook (79%), YouTube (60%) e Instagram (37%).
Dados da pesquisa apontam ainda que os internautas brasileiros possuem, em média, 15 aplicativos instalados em seu smartphone, mas que metade deles utiliza menos de cinco apps por dia.
(Com Agência Estado)