Exame médico mais rígido pode aumentar segurança no trânsito, diz APM

Para médico da Associação, uma avaliação mais rigorosa do estado clínico do condutor pode diminuir número de acidentes

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SÃO PAULO – A adoção de um exame médico mais rígido no processo de habilitação do condutor é uma forma de aumentar a segurança no trânsito. Isso é o que acredita o presidente do Departamento de Medicina do Tráfego da APM (Associação Paulista de Medicina), Dr. Toufic Sleiman.

“É essencial exigir o exame médico mais rígido, que leve em conta o sistema sensorial e locomotor aliado à uma boa avaliação do estado clínico. Com isso, podemos deixar de ser campeões em acidentes de trânsito, colocando como parâmetro países adiantados do primeiro mundo: Europa Ocidental, Estados Unidos e Japão”, afirma.

Outras ações

Sleiman também considera que outras ações são necessárias para aumentar a segurança no trânsito, como a educação e o aumento da fiscalização. “A nosso ver, tudo deve começar com a educação e a normatização, o que é certo e o que é errado, seguida de uma fiscalização rígida para diminuir a sensação de impunidade. A aplicação da educação para criança e adulta e da fiscalização imediata significam a melhora em medo prazo, talvez de uma geração”, considera.

O presidente do Departamento também afirma que, de 40 milhões de habilitados no Brasil, apenas 1% tem noção do que é trânsito. “Portanto, 99% não sabe o que significa o perigo no trânsito. Dirigir no trânsito neste país é perigosíssimo”, afirma.

Prevenção

No próximo dia 17, a APM fará uma reunião para discutir a prevenção de acidentes de trânsito sob o ponto de vista médico. O objetivo dos especialistas é estudar as causa dos acidentes para preveni-los.

No Brasil, os acidentes de trânsito geram custos de R$ 28 bilhões por ano, de acordo com dados da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos).