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SÃO PAULO – Estados Unidos, Canadá e México podem ser, juntos, o anfitrião da Copa do Mundo de 2026. De acordo com o The Guardian, que falou com o presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf), Victor Montagliani, a proposta conjunta será finalizada neste ano e enviada à Fifa.
Presente “há algum tempo”, de acordo com ele, a discussão sobre uma união para sediar o evento é um contraste forte com a divisão entre México e Estados Unidos, representada pela construção de um muro na fronteira, promessa do presidente norte-americano atual, Donald Trump. E o canadense Montagliani sabe disso, afirmando que o esporte representado por si deve estar “acima” de regimes políticos.
“Temos apenas opiniões positivas a respeito [da proposta conjunta] e é um sinal muito forte do que o futebol pode fazer para unir países”, disse o presidente da Concacaf, antes de um congresso anual da Confederação que ocorrerá neste sábado.
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Propostas para sediar a Copa do Mundo de 2026 têm até dezembro deste ano. As duas próximas copas, de 2018 e 2022, já têm países-sede definidos: Rússia e Qatar, respectivamente.
Como é uma sede conjunta
Em 2002, Japão e Coreia do Sul marcaram a primeira – e única até agora – vez que uma Copa do Mundo da Fifa teve sede conjunta. Naquela edição, jogos das fases de grupo e primeiras eliminatórias foram realizados em estádios importantes de ambos os países.
Os três países que pedem o direito de sediar o evento têm endereços aptos a receber os jogos do evento esportivo, o que minimizaria os gastos. No Brasil, a construção de estádios para a Copa de 2014 custou cerca de R$ 8,3 bilhões, por exemplo.
No caso de EUA, México e Canadá, as semifinais poderiam ocorrer em já existentes estádios com capacidade para mais de 50.000 pessoas, como o Estadio Azteca, na Cidade do México, e o Olympic Stadium de Montréal. Já a final teria espaço nos EUA, possivelmente no AT&T Stadium, casa dos Dallas Cowboys no Texas.