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SÃO PAULO – Na segunda-feira, junto com o lançamento do iPhone SE, a Apple anunciou uma ferramenta para iOS 9 chamada Night Shift, que supostamente ajuda as pessoas a dormirem usando seus celulares à noite ao trocar cores frias por tons mais voltados ao vermelho na tela.
A proposta da função é interessante: os tons azuis de luz, que estão entre os mais brilhantes e são responsáveis por tornar as telas visíveis em dias de sol, também prejudicam a produção de melatonina, hormônio que ajuda o corpo na preparação para o sono.
Dessa forma, “esquentar” a imagem seria interessante para quem quiser continuar usando o celular na cama sem prejudicar a saúde. Certo? Não necessariamente.
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Consultado pelo Business Insider, o professor e membro da Academia Americana de Medicina do Sono Raj Dasgupta afirma que um dos principais problemas é mais básico do que a luz azul: as pessoas que têm problemas para dormir não deveriam sequer usar aparelhos eletrônicos na cama.
Quem não consegue dormir, disse ele, deveria fazer algo relaxante, como ler um livro, em outro lugar – a cama deve ser usada exclusivamente para o descanso. A nova ferramenta da Apple pode encorajar o uso ainda mais intenso de smartphones e gadgets na hora de dormir, o que não é recomendável em um guia de “higiene” do sono. “Aplicativos desenvolvidos para ajudar as pessoas a dormir podem ser ótimos, mas estão mais para uma faca de dois gumes”, diz o especialista.
Além disso, o conteúdo da tela do telefone tende a ser mais prejudicial ao sono do que aquele que lemos em livros. Alguns especialistas sugerem, inclusive, que as pessoas deixem de lado televisão, mídias sociais e mesmo o noticiário uma hora antes de dormir. A explicação é de que o sono é melhor aproveitado quando a transição para o estado de sono é gradual, passando por uma fase de relaxamento.
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Apesar dos avisos, o especialista afirma que a ferramenta pode ser uma boa solução para pessoas que têm dificuldades em dormir, desde que elas conheçam e apliquem as recomendações mais apropriadas.
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