Publicidade
SÃO PAULO – A classe residencial utilizou 7% mais energia em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2007, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (29) pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética).
O consumo de 7.865 GWh em agosto foi superior ao de 7.349 GWh registrado um ano antes. No acumulado do ano até o oitavo mês, houve aumento de 5,1%. Nos últimos 12 meses, o consumo já cresceu 4,8%.
Os dados são coletados pela EPE com agentes de consumo do sistema elétrico nacional, compreendendo consumidores livres, cativos e outros, que usam a rede elétrica de transmissão e distribuição.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Motivos para aumento mensal
O relatório da EPE revelou que, em agosto, contribuíram para a expansão, dentre outros fatores, os programas de combate a perdas comerciais, implantados por diversas concessionárias, e a realização de reclassificação de consumidores de outras classes para a residencial em algumas distribuidoras que atuam na região Sudeste.
A ocorrência de temperaturas elevadas, principalmente em estados do Centro-Oeste e em São Paulo, também têm influenciado de forma significativa o consumo de energia. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, por exemplo, registraram crescimentos respectivos de 19% e 16%.
Já no estado paulista, foram observados acréscimos superiores a 10% em áreas no interior, justamente onde as temperaturas apresentaram maiores diferenças em relação a 2007.
Continua depois da publicidade
Crescimento nas regiões
De acordo com a EPE, as taxas mais altas de crescimento anual no consumo de energia elétrica residencial foram registradas no Norte e no Centro-Oeste, que obtiveram um aumento de 10,6% e 10,1%, respectivamente, entre agosto de 2007 e 2008.
Já em relação aos últimos 12 meses, houve alta de 6,1% no Nordeste e de 6% no Norte, as maiores registradas. A menor alta no consumo, por sua vez, ficou com o Sul, com 3,5%.
No acumulado do ano até agosto, o Sul também teve o menor crescimento, com 3%, enquanto que o Nordeste e o Norte mantiveram a liderança com acréscimos respectivos de 7,2% e 6,8%.