Energia: consumo diminui 3,4% no sexto mês do ano

Segundo ONS, o sistema operou com 49.422 MW médios; indústria ainda é a responsável pela queda do consumo, por conta da crise econômica

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SÃO PAULO – A carga de energia elétrica no Brasil diminuiu 3,4% em junho, frente ao mesmo período do ano passado, segundo Boletim Preliminar de Carga Anual do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), divulgado nesta sexta-feira (3). A análise leva em consideração tanto o consumo quanto as perdas de energia.

No sexto mês do ano, o sistema operou com 49.422 MW médios. Considerando o acumulado do ano, foi registrada queda de 1,3% em relação ao apurado entre janeiro e junho de 2008.

Ainda a crise

A indústria continua sendo o segmento mais afetado pela crise financeira internacional e a que mais tem influenciado na evolução da carga. Mesmo com o aumento do consumo pelo setor, devido à recuperação econômica, o nível de utilização da capacidade instalada na indústria, nos primeiros seis meses de 2009, ainda é baixo.

Um dos motivos que influenciaram a taxa de evolução negativa é a ocorrência de temperaturas baixas. Isso fez com que os setores residencial e comercial, cuja participação é de cerca de 40% do consumo total do Sistema, caísse.

Análise regional

A região Sudeste/Centro-Oeste foi a maior responsável pela diminuição na demanda verificada em junho. No sexto mês do ano, a região operou com 30.167 MW médios, 5,2% a menos do que no mesmo período do ano passado. Em relação aos seis primeiros meses do ano, também houve queda, de 2%.

A variação da região, segundo a ONS, deve-se ao desempenho da atividade econômica local, que tem sido mais afetada pela crise econômica internacional. Além disso, a ocorrência de temperaturas mais baixas, em relação a junho do ano anterior, também afetou o índice da região.

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Com 8.408 MW médios e uma variação negativa de 1,5% em junho, ante o mesmo mês do ano passado, e um pequeno acréscimo de 0,1% nos cinco primeiros meses de 2009, sobre igual período de 2008, os resultados da carga no Sul do País foram influenciados também pela diminuição do ritmo da produção industrial.

As regiões Nordeste (7.177 MW) e Norte (3.670 MW), por sua vez, apresentaram altas de 0,2% e 0,4% no confronto anual. No acumulado do ano, no entanto, a região Nordeste apresentou queda de 0,3%, ao passo que a região Norte manteve o seu consumo estável, não apresentando variação.