Enduro a pé: integração com natureza atrai novos praticantes

Equipes em todo o País atravessam estradas áridas, descobrem lindas cachoeiras e percorrem trilhas em florestas

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SÃO PAULO – Certamente você já ouviu falar sobre ralis de carros, motos, jipes e até de cavalos. Porém, pouca gente conhece a modalidade de rali a pé. Segundo especialistas em esportes de aventura, o novo tipo de enduro deve atrair 10 mil novos participantes até o final deste ano. Além de bom preparo físico, o esporte exige muito trabalho em equipe e gosto pela natureza.

Ninguém sabe ao certo quem começou esta modalidade, nem onde ela foi desenvolvida. Uns dizem que surgiu no interior de Minas Gerais e outros arriscam que foi na Serra da Cantareira, em São Paulo, que o rali a pé virou esporte. Baseado no “trekking”, a modalidade – também chamada de enduro a pé – já é organizada em campeonatos em vários estados brasileiros, que inclusive possuem as mesmas regras do jogo.

Como funciona?

O objetivo do esporte, praticado sempre em equipes, é realizar um percurso pré-determinado pela organização do campeonato através de uma planilha. Os trajetos variam entre 6 e 12 quilômetros em que os participantes atravessam estradas, cruzam rios, percorrem trilhas na floresta, tudo isso fazendo sol ou chuva. Nem mesmo fortes tempestades conseguem deter as equipes. É por esse motivo que o esporte demanda uma grande paixão pela aventura.

Em média cada competição dura entre 3 e 4 horas. Mas, ao contrário dos demais enduros, quem chega primeiro não necessariamente ganha, já que a equipe vencedora é aquela que perder menos pontos. O trajeto é dividido em etapas, e cada uma exige uma velocidade média diferente. Os organizadores avaliam o tempo que cada equipe demora em atingir um ponto do percurso, e principalmente se ele é seguido de forma correta, sem pegar atalhos. Cada erro cometido nas etapas se converte em pontos perdidos no final do jogo.

Como montar as equipes?

Recomendam-se equipes de seis pessoas, de modo que duas delas fiquem responsáveis pelo cronômetro, pelos cálculos, pela bússola e pelo acompanhamento da distância percorrida. O trabalho em equipe, portanto, é a principal ferramenta para o sucesso na competição. O importante é que as pessoas do grupo tenham afinidade e saibam que cada um desempenha um papel diferente durante o rali.

Alguns campeonatos, como o Paulista e a Copa North, já conseguem reunir aproximadamente 150 equipes. Isso mostra como o esporte tem um enorme potencial para se popularizar no País. Existe uma série de campeonatos regionais e nacionais, divididos para o público de iniciantes (ou trekkers) e graduados (masters). E vale lembrar que o esporte não impõe barreiras ao sexo nem à idade dos participantes.

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O objetivo final da modalidade, além de ajudar as pessoas a trabalhar em equipe, é promover um contato maior com a natureza e aumentar a motivação de quem adora trilhas e já pratica o “trekking”. Sem contar com a educação ambiental que os organizadores promovem durante os eventos.

Na visão dos idealizadores desta modalidade esportiva, é dentro da natureza que cada um percebe a importância da preservação das florestas no Brasil. O contato do homem com a fauna e a flora durante o esporte ajuda a modificar sua relação com o ambiente natural.

Para mais informações sobre o esporte acesse: www.enduroape.com.br.