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SÃO PAULO – O número de consumidores paulistas endividados deu um salto considerável, passando de 55% no mês de setembro para 62% em outubro, o maior nível desde março último (64%). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o índice era de 61%, foi registrado avanço de três pontos percentuais.
Do total de consumidores endividados, 41% disseram ter contas em atraso. Em setembro, o índice era de 35%.
Os números, divulgados nesta terça-feira (24) pela Fecomercio SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), fazem parte da PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada mensalmente na região metropolitana de São Paulo.
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Comprometimento da renda
A quantidade de pessoas que não acreditam que conseguirão saldar suas dívidas também caiu no nono mês do ano. Dos consultados, 36% acreditam que não conseguirão quitar seus compromissos em outubro, contra 27% um mês antes.
Já o comprometimento da renda dos consumidores endividados caiu dois pontos percentuais, passando de 36% em setembro para 34% este mês. Além disso, 19% dos consumidores disseram estar endividados há, no máximo, três meses; 47%, de três meses a um ano; e 34%, há mais de um ano.
Perspectiva
Sobre a perspectiva de pagamento das dívidas atrasadas, 64% dos consumidores pretendem quitar parcial ou totalmente o montante ainda este mês. Em setembro, este percentual era de 72%.
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Para o presidente da Fecomercio, Abram Szajman, a piora dos indicadores se deve ao aumento insuficiente dos rendimentos e ao aumento das dívidas no Dia das Crianças.
“A tendência é a de que o endividamento se eleve, uma vez que faltam dois meses para o Natal. Será importante atentar para o limite de endividamento desses consumidores e para a entrada de recursos do 13º salário”, alerta o presidente.
Para a Fecomércio, a diluição da primeira parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas também contribuíram para o resultado.