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SÃO PAULO – A taxa de juros cobrada pelos bancos nos empréstimos consignados diminuiu para 2,33% ao mês em junho. Na comparação com maio, houve queda de dois pontos-base e frente ao sexto mês de 2006, verificou-se uma diminuição de 25 pb.
Os dados, divulgados nesta quarta-feira (25), baseiam-se na “Nota de Política Monetária e Operações de Crédito” do Banco Central, que também analisa a concessão de crédito em geral.
Taxas mais atrativas
Os empréstimos consignados são aqueles cujas parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento dos beneficiários. Por esta razão, o risco de inadimplência é bem menor, o que permite a cobrança de juros mais baixos em relação às demais taxas praticadas no mercado nas linhas de crédito pessoal tradicionais.
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Essa afirmação fica evidente ao analisarmos os dados da tabela abaixo, que compara a taxa cobrada nas operações de crédito consignado com as demais operações de crédito pessoal:
| Taxa de juros (% ao mês) | Junho 2006 | Maio 2007 | Junho 2007 |
| Consignado | 2,58% | 2,35% | 2,33% |
| Crédito pessoal (outros) | 4,93% | 4,27% | 4,32% |
| Crédito pessoal (média) | 4,11% | 3,56% | 3,57% |
Fonte: Banco Central
Popularização comprovada
No sexto mês do ano, o volume total de crédito consignado alcançou R$ 57,973 bilhões, o que representa um avanço de 44,6% frente a junho de 2006. Com isso, a participação do crédito consignado no total de crédito pessoal subiu de 49,5% para 56,9% no período.
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Além disso, a análise do relatório do Banco Central permite constatar que as linhas de crédito consignado têm impulsionado de maneira significativa a concessão de crédito pessoal e que são mais populares entre os funcionários públicos (87,22% do total concedido em junho) do que entre os do setor privado.